Blog do Kolluna

Os gols do zagueiro Gito no Campeonato Brasileiro de 1997

Os gols do zagueiro Gito no Campeonato Brasileiro de 1997

Em 1997, o América-RN voltou a disputar a primeira divisão do Campeonato Brasileiro de Futebol após 14 anos. A incerteza no início era grande e a velha imprensa bairrista do Sul e Sudeste já apontava para o time do Rio Grande do Norte como o possível “saco de pancadas”.

O time passou a fazer uma campanha regular, conseguindo vitórias ou empates importantes enquanto jogou no Machadão, a ponto de permanecer invicto, em casa, até a última rodada, quando sucumbiu diante do São Paulo/SP, mas que naquela oportunidade já tinha a certeza da permanência na elite do futebol nacional no ano seguinte. Ao longo da jornada manteve a modéstia e utilizou-se do desdém de adversários mais famosos para beliscar pontinhos preciosos, inclusive com vitórias fora de casa contra o Guarani-SP e o Fluminense-RJ.

Um detalhe daquele elenco é que, embora contasse com alguns jogadores já conhecidos no cenário nacional como o goleiro Emerson (ex-Flamengo), o lateral-esquerdo Denys (ex-Palmeiras), o centroavante Gian (ex-Vasco) e o meio-campista Moura (Sport e futebol japonês) , a equipe manteve diversos pratas da casa, inclusive assumindo a camisa de titular como o zagueiro Gito e os meios de campo Carioca e Biro-Biro. 

O destaque da equipe naquele certame, sem dúvidas, foi o zagueiro Gito que se tornou o artilheiro com 09 (nove) gols, a maioria deles em cobranças de faltas da intermediária do campo, de onde partiram potentes chutes de sua perna esquerda.      

O zagueiro-artilheiro balançou as redes do adversário nos seguintes jogos:

 DATA

EQUIPE

PLACAR

ADVERSÁRIO

GOLS

LOCAL

09.07.1997

América-RN

1 x 1

Sport-PE

1

Ilha do Retiro

13.07.1997

América-RN

1 x 1

Bahia-BA

1

Machadão

16.07.1997

América-RN

3 x 1

União São João - SP

1

Machadão

30.07.1997

América-RN

3 x 3

Grêmio-RS

1

Machadão

27.08.1997

América-RN

1 x 0

Goiás-GO

1

Machadão

03.09.1997

América-RN

2 x 0

Athlético-PR

1

Machadão

04.10.1997

América-RN

1 x 1

Corinthians-SP

1

Machadão

21.10.1997

América-RN

2 x 3

Atlético-MG

2

Mineirão

Créditos de Imagens e Informações para criação do texto: Jornal dos Sports; Site www.ogol.com.br; Pesquisador Renan Mateus.

Os quase gols de Pelé

Os quase gols de Pelé

Na semana da comemoração dos 50 anos da conquista do tricampeonato de futebol, várias são as lembranças de uma seleção que até hoje é lembrada como a mais perfeita de todos os tempos. As emissoras de TV reprisaram os jogos da seleção naquela Copa (para deleite de todas as gerações e amantes do futebol de todas as idades), reportagens especiais foram feitas, lances foram dissecados, depoimentos emocionados de jogadores, enfim, uma festa nostálgica.   

Félix, jogando sem luvas, contestado por muitos, mas que mostrou arrojo e segurança contra Inglaterra e Uruguai e ousou ir contra a superstição calçando luvas apenas no jogo final; Carlos Alberto, o “capita”, mostrando sua autoridade diante dos ingleses e sendo o personagem das duas páginas finais da epopeia: o quarto gol na decisão e o levantar da taça; Clodoaldo, mais jovem do elenco e mostrando maturidade tática; Gerson, o maestro, a voz do treinador dentro de campo e a virtuose de pôr a bola onde queria; Jairzinho, “o furação da Copa”, escrevendo seu nome para a história ao ser o único a fazer gol em todos os jogos; Tostão, cerebral, obediente, operário, milimétrico, visão de jogo; um mito; Rivelino, “a patada atômica”, compreendeu que mesmo deslocado na esquerda teria sua importância e cumpriu à risca; Paulo Cezar Lima, “o PC Caju”, o 12o jogador e o gingado brasileiro à frente dos zagueiros cintura dura europeus.  

E Pelé? Esse é um capítulo à parte. Era sua última Copa, digamos 100%, pois se quisesse poderia ter ido à Alemanha/1974. Depois de encantar o mundo com 17 anos, na Suécia, viu Didi ser o astro em 1958. Contundiu-se em 1962 e 1966 e praticamente não jogou, com o protagonismo sendo de Garrincha e de Eusébio. Precisava de uma Copa para chamar de sua. O México era a oportunidade de mostrar ao mundo seu valor, como se isso fosse necessário. Pelé se superou. Foi a referência do time em campo, o segundo artilheiro da equipe com quatro gols, mas, paradoxalmente, se chamarmos você, aficionado por futebol, por Copas, pelo futebol brasileiro, a contar como foram esses quatro gols, certamente você vai titubear na resposta. Porém, se eu inverter, e perguntar quais foram os três gols que Pelé não fez, a resposta será imediata.   

Os gols não feitos e protagonizados por Pelé na Copa do Mundo de 1970 tem mais visibilidade do que a maioria dos 1281 gols oficiais do “Negão” em sua carreira. O tcheco Ivo Viktor, o inglês Gordon Banks e o uruguaio Ladislao Mazurkiewicz ficaram mundialmente conhecidos como os goleiros que levaram os “quase gols” mais bonitos da história do futebol mundial.

Três lances antológicos. Contra a Tchecoslováquia, Pelé estava antes da linha do meio do campo quando o viu Viktor adiantado na entrada da área. Sua genialidade permitiu surpreender o goleiro num chute de mais de 50 metros, que passou rente a trave esquerda, enquanto o arqueiro corria desesperado sem saber se olhava para a bola ou seguia para a trave.

O episódio Pelé versus Banks é o maior duelo da história dos mundiais. Duas virtuoses sendo perfeitas no seu ofício. O lance começa com o passe de três dedos de Carlos Alberto para Jairzinho, que foi a linha de fundo e cruza certeiro para a área da Inglaterra. Pelé usa sua impulsão para cabecear, de olhos abertos, com força e para o chão. A bola quicou e subiu. Banks, com agilidade felina, conseguiu ser ainda mais genial, pulando rapidamente e esticando a mão direita para jogar a bola por cima do gol. Um lance incrível.

Contra Mazurkiewicz, que depois veio jogar no Brasil pelo Atlético-MG, Pelé foi mágico. Ao receber o passe de Tostão e perceber que o goleiro saía da área para interceptar a jogada, deixou a bola passar, surpreendendo o arqueiro. Pelé deu a volta no goleiro e foi ao encontro da bola, chutando ao gol tentando pegar no ante pé o zagueiro Ancheta (que depois jogou no Grêmio) que corria estabanado para tentar fechar o gol. A bola, caprichosamente, passou a lado da trave direita.

Pelé considera que se os lances tivessem resultado em gols não ficariam tão famosos como, de fato, ficaram.

Créditos de informações e imagens para criação do texto: Goleiros: heróis e anti-heróis da camisa 1 (Paulo Guilherme); História das Copas 1930 - 2006 (Revista Placar).

Zico e Roberto, juntos, na seleção

Zico e Roberto, juntos, na seleção

Quando se fala em uma dupla vencedora na seleção brasileira é comum lembrarmos Pelé e Garrincha (40 jogos), que juntos nunca perderam uma partida vestindo a camisa da seleção brasileira. Outras duplas podem ser lembradas como Romário/Bebeto (22 jogos) e Romário/Ronaldo “Fenômeno” (19 jogos), porém ambas não são invictas, pois a primeira dupla tem no currículo a derrota para a URSS na final da Olimpíada de Seul, em 1988; enquanto a segunda tem duas derrotas em amistosos para a Noruega, em 1997 (2x4) e Argentina, em 1998 (0x1).

No entanto, vestindo o uniforme da seleção brasileira, Zico e Roberto “Dinamite” nunca perderam nenhuma das 26 (vinte e seis) partidas que disputaram juntos. A estreia de Roberto se deu em setembro/1975, na derrota para o Peru, pela Copa América. A de Zico, em Montevideo, na vitória contra o Uruguai pela Copa Rio Branco, em fevereiro/1976.

A parceria durou de 1976 a 1984, última convocação de Roberto, embora o último jogo junto foi em 1982. Jogaram duas Copas do Mundo e 04 (quatro) partidas, todas em 1978, pois em 1982, apesar de convocado, “Dinamite” sequer ficou no banco nas 05 (cinco) partidas disputadas. Zico ainda foi convocado em 1986.

O número de jogos dos dois craques não é maior devido ao tempo que Zico jogou internacionalmente (Itália de 1983-85) e de certa descrença de Telê Santana com o futebol do goleador do Vasco. Enquanto Zico era o dono absoluto da camisa 10, mesmo numa época em que havia maravilhosos armadores como Zenon e Pita, Roberto teve outros concorrentes além da antipatia do treinador. Alguns goleadores à altura, como Reinaldo (Atlético-MG), Careca (Guarani e São Paulo), Nunes (Flamengo) e Serginho (São Paulo), outros nem tanto como Baltazar, o “artilheiro de Deus” (Grêmio e Flamengo), César (América e Grêmio) e até um certo Roberto “Cearense” (Sport), todos esses foram testados no comando do ataque na mesma época em que Roberto “Dinamite” era explosão de gols.

Os maiores ídolos do Flamengo e do Vasco da Gama, enquanto juntos, marcaram em 08 (oito) oportunidades. Foram 20 (vinte) vitórias e 06 (seis) empates e são essas as partidas a registrar:

DATA

PLACAR

ADVERSÁRIO

COMPETIÇÃO

GOLS

LOCAL

28.04.1976

2 x 1

Uruguai

Copa Rio Branco

Rivelino e Zico

Maracanã

23.05.1976

1 x 0

Inglaterra

Torneio Bicentenário dos EUA

Roberto “Dinamite”

Los Angeles

28.05.1976

2 x 0

EUA

Torneio Bicentenário dos EUA

Gil (2)

Seattle

31.05.1976

4 x 1

Itália

Torneio Bicentenário dos EUA

Gil (2), Zico e Roberto “Dinamite”

New Haven

02.06.1976

4 x 3

UNAM/Pumas (MEX)

Amistoso

Roberto “Dinamite” (2), Zico e Gil

San Francisco

04.06.1976

3 x 0

México

Amistoso

Roberto “Dinamite” (2) e Gil

Guadalajara

09.06.1976

3 x 1

Paraguai

Taça Oswaldo Cruz

Roberto “Dinamite” (2) e Zizo

Maracanã

01.12.1976

2 x 0

URSS

Amistoso

Falcão e Zico

Maracanã

23.01.1977

1 x 0

Bulgária

Amistoso

Roberto “Dinamite”

Morumbi

06.02.1977

2 x 0

Milliionários (Colômbia)

Amistoso

Zico e Roberto “Dinamite”

Bogotá

20.02.1977

0 x 0

Colômbia

Eliminatórias da Copa/78

-

Bogotá

03.03.1977

6 x 1

Combinado Vasco/Botafogo

Amistoso

Roberto “Dinamite”, Zico, Rivelino, PC Caju. Nilson Dias e Orlando (contra) 

Maracanã

09.03.1977

6 x 0

Colômbia

Eliminatórias da Copa/78

Roberto “Dinamite” (2), Marinho Chagas (2), Zico e Rivelino

Maracanã

08.06.1977

0 x 0

Inglaterra

Amistoso

-

Maracanã

12.06.1977

2 x 1

Alemanha Ocidental

Amistoso

Rivelino (2)

Maracanã

16.06.1977

1 x 1

Sel. Paulista

Amistoso

Paulo Cezar “Caju”

Morumbi

14.07.1977

8 x 0

Bolivia

Eliminatórias da Copa/78

Zico (4), Roberto “Dinamite”, Gil, Cerezo e Marcelo

Cali

17.05.1978

2 x 0

TchecoEslováquia

Amistoso

Reinaldo e Zico

Beira Rio

11.06.1978

1 x 0

Áustria

Copa do Mundo/78

Roberto “Dinamite”

Mar Del Plata

14.06.1978

3 x 0

Peru

Copa do Mundo/78

Dirceu (2) e Zico

Mendoza

18.06.1978

0 x 0

Argentina

Copa do Mundo/78

-

Rosário

21.06.1978

3 x 1

Polônia

Copa do Mundo/78

Roberto “Dinamite” (2) e Nelinho

Mendoza

17.05.1979

6 x 0

Paraguai

Amistoso

Zico (3), Nilton Batata (2) e Eder

Maracanã

28.10.1981

3 x 0

Bulgária

Amistoso

Roberto “Dinamite”, Zico e Leandro

Olímpico

26.01.1982

3 x 1

Alemanha Oriental

Amistoso

Paulo Isidoro, Renato “Pé Murcho” e Serginho

Castelão (Natal)

03.03.1982

1 x 1

TchecoEslováquia

Amistoso

Zico

Morumbi

As despedidas e o sonho do título

As despedidas e o sonho do título

O mês de junho, para o amante de futebol, traz a lembrança do início das Copas do Mundo, em especial neste ano atípico, onde temporariamente estamos sem futebol e se completa os 50 anos da conquista de 1970, no México e a lembrança de que há 06 anos Natal foi protagonista de 04 (quatro) jogos na Copa de 2014. O blog foi pesquisar sobre os jogos de despedida da seleção brasileira no Brasil antes de cada Copa do Mundo. Nas Copas de 1930, 1934 e 1938 não houve essa preocupação com jogos preparatórios. Somente a partir de 1950 se iniciou esse cuidado e o otimismo sempre foi marca registrada. Percebe-se, porém, um desprezo para com a torcida brasileira a partir de 2006, se dando preferência aos jogos fora do país sem contribuir para que o jogador receba o calor humano do torcedor e, ao contrário, afaste a identidade que deve existir entre a torcida e a sua seleção nacional, antes considerada um símbolo patriótico.     

Em 1950, o Brasil disputou a Copa Rio Branco, com o Uruguai, numa série de três amistosos no mês de maio, no Pacaembu e em São Januário, com duas vitórias e uma derrota;

Em 1954, a despedida se deu contra um combinado colombiano, com vitória brasileira por 2x0, no Maracanã, com gols de Baltazar, “o cabecinha de ouro” e Martinez (contra);

Em 1958, ultrapassamos o forte bloqueio do futebol búlgaro, no Pacaembu, por 3x1, e a seleção viajou para encantar o mundo, na Suécia. Gols de Pelé (2) e Pepe;

Em 1962, no mesmo Pacaembu, o placar se repetiu, desta feita contra o País de Gales, com gols de Pelé (2) e Vavá;

Em 1966, a seleção despediu-se da torcida brasileira com o empate em 2x2 contra a então  TchecoEslováquia, no Maracanã, com gols de Pelé e Zito;

Em 1970, a seleção deixou o país sob aplausos ao vencer a seleção austríaca, no Maracanã, por 1x0, gol de Rivelino, com grande atuação;

Em 1974, o Paraguai foi derrotado, no Maracanã, por 2x0, com gols de Marinho Perez e Rivelino (de pé direito), deixando a torcida brasileira otimista;

Em 1978, a TchecoEslováquia foi novamente a seleção escolhida para o último amistoso antes da Copa da Argentina. Vitória nacional por 2x0, com gols de Reinaldo e Zico e atuação impecável do escrete brasileiro no gigante da Beira Rio, em Porto Alegre;

Em 1982, a inauguração do Estádio Parque do Sabiá, em Uberlândia, serviu como jogo de despedida da seleção brasileira contra a Irlanda. Vitória de 7x0 com gols de Serginho (2), Sócrates (2), Zico, Falcão e Luizinho e uma chuva de otimismo para uma seleção que encantou o mundo;

Em 1986, pela primeira vez a seleção saiu do Brasil desacreditada e sob vaias de sua torcida. O último jogo se deu no Estádio Pinheirão, em Curitiba, contra o Chile, jogo que terminou empatado em 1x1 com a seleção brasileira marcando no último minuto, em jogada de oportunismo e raça de Casagrande;

Em 1990, o sistema com líbero e três zagueiros foi surpreendido com um empate em três gols contra uma Alemanha Oriental que não foi à Copa. Empate no Maracanã com gols de Alemão, Careca e Dunga e desconfiança da torcida brasileira. Nos bastidores já havia a “guerra interna” entre os jogadores e a CBF sobre a premiação e o patrocínio da Pepsi;  

Em 1994, a Islândia foi o bilhete premiado a selar a despedida da seleção que seria tetra-campeã mundial. Ali se iniciou a relação de gols entre Ronaldo – ainda com 17 anos, dentuço e chamado de Ronaldinho – e a camisa amarela. O jogo se deu no Estádio da Ressacada, em Florianópolis, com placar de 3x0 e gols de Ronaldo, Zinho e Viola;

Em 1998, pela primeira vez na história a seleção brasileira era derrotada no jogo de despedida. O Maracanã foi o palco no revés para a Argentina, no jogo que ficou conhecido pela sonora vaia que a torcida carioca proporcionou ao meia Raí e que foi abordado por este blog em 14.09.2019;

Em 2002, a partida derradeira no Brasil foi contra a Yugoslávia, em Fortaleza/CE, no Castelão, jogo que marcou o retorno de Ronaldo “Fenômeno” à seleção após dois anos e meio afastado por duas contusões graves. Vitória de 1x0, gol do centroavante Luizão, que entrara exatamente no lugar do Fenômeno e foi comemorar o gol com ele, no banco;

Em 2006, a CBF começa a afastar a seleção de futebol do torcedor brasileiro atraída pelos dólares dos patrocínios. A equipe seguiu para a Alemanha sem realizar jogo de despedida no Brasil, pois deu prioridade aos amistosos contra a Rússia, em Moscou e outros dois às vésperas da Copa, na Suíça, contra o FC Luzern e a Nova Zelândia;

Em 2010, outra vez a torcida brasileira foi esquecida. Antes da Copa na África do Sul, um amistoso em Londres, contra a Irlanda e contra Zimbabwe e Tanzânia, estes já em território africano;

Em 2014, o Morumbi recebeu a seleção na derradeira partida antes da estréia como anfitriã. O jogo se deu contra a seleção da Sérvia e o Brasil penou para vencer a eficiente escola de futebol dos Bálcãs, por 1x0, gol de Fred;

Em 2018, mais uma vez a torcida brasileira foi preterida e os amistosos preparatórios naquele primeiro semestre foram realizados na Europa: Rússia, em Moscou; Alemanha, em Berlin; Croácia, em Liverpool; e Áustria, em Viena.     

Créditos de informações e imagens para criação do texto: Jornal dos Sports; Site da CBF (www.cbf.com.br/selecao-brasileira/jogos/selecao-masculina) e www.rsssfbrasil.com

George Best versus Johan Crujff

George Best versus Johan Crujff

George, nascido na Irlanda do Norte em 1946, estreou no Manchester United em 1963, aos 17 anos, mesmo ano em que The Beatles atingiram o topo na música britânica com o single Please Please Me. Eram jovens, muito bom no que faziam,  enorme popularidade entre as mulheres e um quê de rebeldia. A partir daí, as comparações foram inevitáveis e Best ganhou a alcunha de “O quinto Beatle”. Muito antes de David Beckham ou Ronaldo “Fenômeno”, George foi o precursor do jogador pop star. Deixava-se fotografar com mulheres bonitas e várias garrafas. É sua a famosa frase: “Gastei muito dinheiro com mulheres, álcool e carros esportivos. O resto desperdicei”.

Seu sobrenome era o mais perfeito adjetivo a ser-lhe aplicado: Best. Pela seleção da Irlanda do Norte fez 36 jogos e 9 gols. Em 1976, durante as eliminatórias para a Copa/1978, a Holanda recebeu a Irlanda do Norte, em Roterdã. A “laranja mecânica” era vice-campeã do mundo e tinha Johan Cruyff. O jornalista britânico Bill Elliot perguntou a George Best o que ele achava de Cruyff, tendo ele respondido: “Fora de Série”. O jornalista provocou: “- Melhor que você?”. A resposta: “- Você deve estar brincando comigo. Vou meter-lhe a bola no meio das pernas na primeira oportunidade”.

Aos cinco minutos de jogo, driblou três adversários e encontrou o cerebral holandês na sua frente. Meteu-lhe a bola no meio das pernas, buscou do outro lado e saiu correndo com o punho no ar, a comemorar.

Não há vídeo a comprovar a caneta, mas sim os gols do jogo e alguns lances perigosos, acompanhados da narrativa do ex-jogador irlandês Jimmy Nicholl, no YouTube, que confirma a fanfarronice de George Best no jogo.

Créditos de Imagens e Informações para criação do texto: As melhores histórias do futebol mundial (Sérgio Pereira); https://trivela.com.br/o-dia-em-que-george-best-fez-cruyff-parecer-um-qualquer/ 

Explosão de gols na volta ao Maracanã

Explosão de gols na volta ao Maracanã

Em janeiro/1980, Roberto “Dinamite” foi vendido ao Barcelona. A sua boa participação na Copa do Mundo/1978 e a excelente presença de área, além de exímio cobrador de faltas fez com que o time catalão buscasse Roberto para substituir Hans Krankl, goleador austríaco que saiu brigado com o clube.

Dinamite não conseguiu se adaptar bem na Espanha. O treinador argentino Helenio Herrera o colocou na “geladeira”. Três meses depois, uma guerra foi travada no Rio de Janeiro. O locutor Jorge Cury, da Rádio Globo, fez uma montagem narrando um gol do Dinamite pelo Flamengo e deu a notícia que o rubro-negro havia contratado o atacante. A torcida do Vasco pressionou os dirigentes cruzmaltinos e estes entraram no jogo. Como ainda não tinham recebido do Barcelona partes do valor acertado na venda, renegociaram o valor do passe e repatriaram Roberto.

Em 04.05.1980, o atacante voltava a pisar no gramado do Maracanã e foi aplaudido de pé pelos torcedores vascaínos na sua entrada em campo. A torcida do Flamengo, que se sentiu” driblada” no negócio, juntou-se a torcida do Timão para derrubar o adversário em comum. Mais de cem mil torcedores e boa parte deles vibrou com a abertura de contagem feita pelo volante Caçapava, do Corinthians. A torcida Fla-Fiel ainda fazia festa quando Roberto recebeu de Dudu, tirou o zagueiro Amaral da jogada e bateu forte para empatar. A partir daí o Vasco passou a jogar por música e Dinamite foi o regente. Logo após, chutou forte de fora da área, a bola quicou e enganou o goleiro Jairo. Depois, driblou Amaral outra vez e fez 3x1. Dudu chutou, Jairo deu rebote e Dinamite fez seu quarto gol ainda no primeiro tempo. Sócrates, de pênalti, diminuiu. No intervalo, a Fla-Fiel saiu em debandada.  

No segundo tempo, o Vasco tirou o pé e o jogo se arrastou. Porém, Guina achou espaço para lançar Roberto, que gingou à frente do zagueiro Mauro e chutou, fazendo 5x2.

Esta semana o episódio fez 40 anos. Foi o jogo mais importante da vida do Roberto. Raras vezes, na história do Maracanã, viu-se um craque em jornada tão brilhante. 

Acompanha a postagem os gols daquele dia “explosivo”.  

Créditos de Imagens e Informações para criação do texto: Grandes Jogos do Maracanã (Roberto Assaf e Roger Garcia)

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Natal tem noite chuvosa com trovões e relâmpagos