Coluna Danilo Sá

Primeiro debate é marcado por ataques ao Governo Fátima e "Pai Nosso" ao vivo

Fotos: Reprodução

Primeiro debate é marcado por ataques ao Governo Fátima e "Pai Nosso" ao vivo

A Band RN realizou na noite deste domingo (07) o primeiro debate entre candidatos a governador do Rio Grande do Norte. O formato do programa favoreceu o embate entre os postulantes ao cargo político mais importante do Estado. O tema das perguntas era livre, e todos puderam se confrontar.

Primeira a responder, Fátima foi favorecida pelo nervosismo inicial de Fábio Dantas. A petista aproveitou para bater forte - de novo - na gestão do ex-governador Robinson Faria. A governadora acabou passando bem pela primeira rodada de questionamentos, tendo apenas a pergunta de Styvenson sobre educação lhe tirado um pouco do conforto.

Mas, a partir daí, Fátima Bezerra assistiu ao seu governo ser literalmente fuzilado. Praticamente todas as perguntas e respostas do debate atingiram em cheio a administração petista potiguar, da saúde a segurança pública, passando pelos cortes no Programa do Leite e até na redução das refeições oferecidas pelo Restaurante Popular. 

Os pontos altos de Fábio Dantas e do senador Styvenson Valentim foram na temática da segurança. O primeiro, quando disse que Fátima tem mais policiais à disposição da sua segurança pessoal do que o batalhão da cidade de Assu. O segundo, ao dizer algo semelhante, quando afirmou que a segurança do Estado só era boa mesmo para a governadora, devido a grande quantidade de policiais que lhe protegiam.

Clorisa Linhares chamou a atenção por puxar uma oração nas suas considerações finais. Nada contra rezar o "Pai Nosso", pelo contrário. Até acredito que tenha atraído para ela uma atenção inesperada e, consequentemente, a simpatia de parte dos cristãos. Mas, fica o registro de pela primeira vez na história - ao menos que se tem notícia - um candidato rezou em pleno debate eleitoral no RN.

Já Daniel Morais, do Psol, tratou de afastar a imagem que seu partido sempre carrega de puxadinho do PT. No debate não foi. Quando teve a oportunidade, também bateu forte no Governo Fátima. Foi dele, por exemplo, a crítica relativa ao corte das refeições nos Restaurantes Populares. 

No geral, apesar de sua participação pessoal não ter sido negativa, Fátima não tem muito o que comemorar do debate. Foram quase duas horas de críticas constantes a sua gestão, e sem direito de resposta. Quando a petista solicitou, teve o pedido negado sob o argumento de que não era ela o alvo dos comentários, mas sim o Governo. Fica a expectativa se Fátima irá a outros debates ou não, após levar tantas pancadas.

Por fim, fica o fato das pouquíssimas propostas apresentadas. Fábio Dantas colocou algumas das suas ideias, como as parcerias com os municípios e reabertura de hospitais. Os demais, só Daniel Morais defendendo um calote na Arena das Dunas. Que Deus abençoe o Rio Grande do Norte.

Enquanto EUA perseguem corruptos, Brasil os libera para disputar eleições

Fotos: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Enquanto EUA perseguem corruptos, Brasil os libera para disputar eleições

A notícia foi destaque esta semana nos principais veículos de comunicação do país. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos e o FBI estão oferecendo recompensa de até US$ 5 milhões (cerca de R$ 24 milhões) a quem fornecer informações que levem à identificação de destinatários de propinas da Odebrecht e da Brasken.

O objetivo dos americanos é “identificar e recuperar ativos roubados, confiscar os lucros da corrupção e, quando apropriado e viável, devolver esses bens roubados ou valores ao país prejudicado pelos atos de corrupção”.

A Odebrecht admitiu em seu acordo de confissão de culpa, com o Departamento de Justiça dos EUA, que pagou US$ 788 milhões em propinas para ou em benefício de funcionários do governo em 12 países, incluindo Angola, Argentina, Brasil, Colômbia , República Dominicana, Equador, Guatemala, México, Moçambique, Panamá, Peru e Venezuela entre 2001 e 2016. A Braskem SA, por sua vez, é a petroquímica criada pela Petrobras em sociedade com a Odebrecht, e também usada no esquema do petrolão.

Ou seja, enquanto nos EUA, continua a perseguição aos corruptos, no Brasil eles estão livres para disputar eleições. Seria cômico, se não fosse trágico. 

Assista abaixo ao meu comentário no Jornal 96 desta sexta-feira (02).

Micarla de Sousa: glória nas urnas, pedradas na política e superação na vida

Micarla de Sousa: glória nas urnas, pedradas na política e superação na vida

Há alguns dias tive a oportunidade de rever e entrevistar, ao lado do jornalista Stênio Dantas, a ex-prefeita de Natal, Micarla de Sousa , no Grande Ponto Podcast veiculado no Portal Grande Ponto. Assista acima.

Da ex-gestora, a mesma simpatia, o domínio de sempre nas palavras, o brilho no olhar ao abordar as ações da sua administração. Mas, reencontrei uma mulher renovada. Seja pelo tempo - já se vão quase 10 anos após seu polêmico afastamento do Palácio Felipe Camarão -, seja pelos muitos acontecimentos que marcaram esta última década na sua vida.

Foi uma entrevista surpreendente, forte e com palavras duras. Mas, acima de tudo, verdadeira. Micarla, sem ser questionada, revelou que tentou se matar em meio a repercussão negativa da sua gestão e seu afastamento do cargo determinado pela Justiça; e revelou, com a coragem que sempre lhe foi peculiar, que sofreu abuso sexual na infância, e que aquela situação em 2012 lhe trouxe todas as tristes lembranças de volta.

Foi uma das raras vezes em que fiquei sem saber o que falar ou perguntar durante uma entrevista. Mas, fiz questão de parabenizar de forma imediata a ex-prefeita por expor tudo o que passou e se transformar em exemplo de superação para muitas mulheres que sofreram ou sofrem com algo parecido.

Micarla chegou a Prefeitura de Natal nos braços do povo. Saiu de lá sob pedradas. Fora do poder, viu sua vida pessoal ruir, encontrou a antiga empresa - da qual havia sido uma estrela do jornalismo - quase falida, e ainda descobriu uma série de problemas de saúde que por pouco não lhe custaram a vida. Mas tudo isso ficou para trás.

Com a mesma determinação e empenho que lhe levou a vencer os poderosos de 2008 - incluindo o invencível (?) Ex-presidente Lula da Silva - Micarla tem dedicado seus últimos anos a reconstruir tudo o que perdeu, com destaque para a retomada do comando do Sistema Ponta Negra de Comunicação ao lado das irmãs e da mãe, Dona Miriam, em 2021.

Micarla descarta a possibilidade de retornar a política. Diz que está bem com sua rotina como missionária e seu "Partido do Reino de Deus". Mas, após  tanta superação... nada é impossível.

Antes do vandalismo, MST se encontrou com governadora e deputada no RN

Antes do vandalismo, MST se encontrou com governadora e deputada no RN

O Movimento Sem Terra (MST) voltou a protagonizar cenas lamentáveis no Rio Grande do Norte. E, dessa vez, não se trata de bloqueio de ruas ou invasão de terras alheias. O grupo, no meio de uma madrugada, foi até uma das principais avenidas de Natal para depredar a fachada do escritório do deputado federal General Girão (PSL).

E engana-se que o ataque foi orquestrado sob sigilo. Não. Tudo feito as claras, dentro de uma suposta agenda de protestos, com direito a divulgação no perfil oficial do MST nas redes sociais. "Escracho", disse o dito Movimento. Um crime, digo eu.

Horas antes do vandalismo, integrantes do mesmo MST estiveram reunidas com a governadora Fátima Bezerra, no Centro Administrativo. No encontro, entregaram uma pauta de reivindicações a gestora, que usou o tradicional boné vermelho e tudo mais. Ainda mais cedo, a deputada federal Natália Bonavides (PT) foi recepcionar o grupo quando este montava acampamento na Praça André de Albuquerque, no Centro de Natal.

Não é a toa que o MST tem tanta certeza da impunidade dos seus atos. Pelo menos no RN.

Guerra entre Rússia e Ucrânia só tem um vencedor: Trump

Fotos: Reprodução

Guerra entre Rússia e Ucrânia só tem um vencedor: Trump

É difícil apontar vencedores em uma guerra. Na verdade, quando batalhas mortais dividem a humanidade, não há vitoriosos, mas apenas os que restaram. Porém, no atual confronto entre russos e ucraniano, há apenas um vencedor: Donald Trump.

E, para explicar isso, é preciso voltar um pouco no tempo. O leitor lembrará da narrativa repetida a exaustão por diversos veículos de comunicação do Brasil - e do mundo -, de que Trump era um desequilibrado, incapaz de dialogar com quem pensa diferente dele e que, a qualquer momento, poderia ser o responsável por desencadear uma terceira guerra mundial. Pois bem. Trump passou quatro anos no poder sob essa "realidade" fake criada por seus adversários.

No cargo mais importante do planeta, o ex-presidente americano manteve as principais potências do mundo sob rédea curta, dialogando de cabeça erguida, como quem mostra ao oponente quem tem poder de verdade. Assim foi seu encontro com Xin Jinping, o ditador chinês, com o próprio Vladimir Putin, o russo que agora virou vilão mundial, e até mesmo com Kim Jong-un, o norte-coreano que recebeu um mandatário americano pela primeira vez em seu território. E a paz reinou.

Menos de um ano após perder o cargo para Biden, Trump assiste de camarote aqueles que o defenestraram. O primeiro sinal do risco que a humanidade estava correndo veio com a fuga atrapalhada dos EUA do Afeganistão, entregando o país alvo de décadas de disputa ao controle dos terroristas do Taliban. Agora, o ataque russo à Ucrânia, feito sem medo da reação do Ocidente, que claramente não virá devido a incapacidade dos seus atuais líderes de... liderar.

Pior é pensar que ainda restam mais 3 anos do mundo sob um Biden de cócoras na Casa Branca. E, nesse tempo, há uma série de consequências ainda maiores e mais graves que poderão surgir e interferir de forma definitiva no rumo do planeta. Como não há perspectivas para uma mudanca de postura do presidente dos EUA, fica a dica: salve-se quem puder.

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