Coluna Danilo Sá

Enquanto EUA perseguem corruptos, Brasil os libera para disputar eleições

Fotos: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Enquanto EUA perseguem corruptos, Brasil os libera para disputar eleições

A notícia foi destaque esta semana nos principais veículos de comunicação do país. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos e o FBI estão oferecendo recompensa de até US$ 5 milhões (cerca de R$ 24 milhões) a quem fornecer informações que levem à identificação de destinatários de propinas da Odebrecht e da Brasken.

O objetivo dos americanos é “identificar e recuperar ativos roubados, confiscar os lucros da corrupção e, quando apropriado e viável, devolver esses bens roubados ou valores ao país prejudicado pelos atos de corrupção”.

A Odebrecht admitiu em seu acordo de confissão de culpa, com o Departamento de Justiça dos EUA, que pagou US$ 788 milhões em propinas para ou em benefício de funcionários do governo em 12 países, incluindo Angola, Argentina, Brasil, Colômbia , República Dominicana, Equador, Guatemala, México, Moçambique, Panamá, Peru e Venezuela entre 2001 e 2016. A Braskem SA, por sua vez, é a petroquímica criada pela Petrobras em sociedade com a Odebrecht, e também usada no esquema do petrolão.

Ou seja, enquanto nos EUA, continua a perseguição aos corruptos, no Brasil eles estão livres para disputar eleições. Seria cômico, se não fosse trágico. 

Assista abaixo ao meu comentário no Jornal 96 desta sexta-feira (02).

Micarla de Sousa: glória nas urnas, pedradas na política e superação na vida

Micarla de Sousa: glória nas urnas, pedradas na política e superação na vida

Há alguns dias tive a oportunidade de rever e entrevistar, ao lado do jornalista Stênio Dantas, a ex-prefeita de Natal, Micarla de Sousa , no Grande Ponto Podcast veiculado no Portal Grande Ponto. Assista acima.

Da ex-gestora, a mesma simpatia, o domínio de sempre nas palavras, o brilho no olhar ao abordar as ações da sua administração. Mas, reencontrei uma mulher renovada. Seja pelo tempo - já se vão quase 10 anos após seu polêmico afastamento do Palácio Felipe Camarão -, seja pelos muitos acontecimentos que marcaram esta última década na sua vida.

Foi uma entrevista surpreendente, forte e com palavras duras. Mas, acima de tudo, verdadeira. Micarla, sem ser questionada, revelou que tentou se matar em meio a repercussão negativa da sua gestão e seu afastamento do cargo determinado pela Justiça; e revelou, com a coragem que sempre lhe foi peculiar, que sofreu abuso sexual na infância, e que aquela situação em 2012 lhe trouxe todas as tristes lembranças de volta.

Foi uma das raras vezes em que fiquei sem saber o que falar ou perguntar durante uma entrevista. Mas, fiz questão de parabenizar de forma imediata a ex-prefeita por expor tudo o que passou e se transformar em exemplo de superação para muitas mulheres que sofreram ou sofrem com algo parecido.

Micarla chegou a Prefeitura de Natal nos braços do povo. Saiu de lá sob pedradas. Fora do poder, viu sua vida pessoal ruir, encontrou a antiga empresa - da qual havia sido uma estrela do jornalismo - quase falida, e ainda descobriu uma série de problemas de saúde que por pouco não lhe custaram a vida. Mas tudo isso ficou para trás.

Com a mesma determinação e empenho que lhe levou a vencer os poderosos de 2008 - incluindo o invencível (?) Ex-presidente Lula da Silva - Micarla tem dedicado seus últimos anos a reconstruir tudo o que perdeu, com destaque para a retomada do comando do Sistema Ponta Negra de Comunicação ao lado das irmãs e da mãe, Dona Miriam, em 2021.

Micarla descarta a possibilidade de retornar a política. Diz que está bem com sua rotina como missionária e seu "Partido do Reino de Deus". Mas, após  tanta superação... nada é impossível.

Antes do vandalismo, MST se encontrou com governadora e deputada no RN

Antes do vandalismo, MST se encontrou com governadora e deputada no RN

O Movimento Sem Terra (MST) voltou a protagonizar cenas lamentáveis no Rio Grande do Norte. E, dessa vez, não se trata de bloqueio de ruas ou invasão de terras alheias. O grupo, no meio de uma madrugada, foi até uma das principais avenidas de Natal para depredar a fachada do escritório do deputado federal General Girão (PSL).

E engana-se que o ataque foi orquestrado sob sigilo. Não. Tudo feito as claras, dentro de uma suposta agenda de protestos, com direito a divulgação no perfil oficial do MST nas redes sociais. "Escracho", disse o dito Movimento. Um crime, digo eu.

Horas antes do vandalismo, integrantes do mesmo MST estiveram reunidas com a governadora Fátima Bezerra, no Centro Administrativo. No encontro, entregaram uma pauta de reivindicações a gestora, que usou o tradicional boné vermelho e tudo mais. Ainda mais cedo, a deputada federal Natália Bonavides (PT) foi recepcionar o grupo quando este montava acampamento na Praça André de Albuquerque, no Centro de Natal.

Não é a toa que o MST tem tanta certeza da impunidade dos seus atos. Pelo menos no RN.

Guerra entre Rússia e Ucrânia só tem um vencedor: Trump

Fotos: Reprodução

Guerra entre Rússia e Ucrânia só tem um vencedor: Trump

É difícil apontar vencedores em uma guerra. Na verdade, quando batalhas mortais dividem a humanidade, não há vitoriosos, mas apenas os que restaram. Porém, no atual confronto entre russos e ucraniano, há apenas um vencedor: Donald Trump.

E, para explicar isso, é preciso voltar um pouco no tempo. O leitor lembrará da narrativa repetida a exaustão por diversos veículos de comunicação do Brasil - e do mundo -, de que Trump era um desequilibrado, incapaz de dialogar com quem pensa diferente dele e que, a qualquer momento, poderia ser o responsável por desencadear uma terceira guerra mundial. Pois bem. Trump passou quatro anos no poder sob essa "realidade" fake criada por seus adversários.

No cargo mais importante do planeta, o ex-presidente americano manteve as principais potências do mundo sob rédea curta, dialogando de cabeça erguida, como quem mostra ao oponente quem tem poder de verdade. Assim foi seu encontro com Xin Jinping, o ditador chinês, com o próprio Vladimir Putin, o russo que agora virou vilão mundial, e até mesmo com Kim Jong-un, o norte-coreano que recebeu um mandatário americano pela primeira vez em seu território. E a paz reinou.

Menos de um ano após perder o cargo para Biden, Trump assiste de camarote aqueles que o defenestraram. O primeiro sinal do risco que a humanidade estava correndo veio com a fuga atrapalhada dos EUA do Afeganistão, entregando o país alvo de décadas de disputa ao controle dos terroristas do Taliban. Agora, o ataque russo à Ucrânia, feito sem medo da reação do Ocidente, que claramente não virá devido a incapacidade dos seus atuais líderes de... liderar.

Pior é pensar que ainda restam mais 3 anos do mundo sob um Biden de cócoras na Casa Branca. E, nesse tempo, há uma série de consequências ainda maiores e mais graves que poderão surgir e interferir de forma definitiva no rumo do planeta. Como não há perspectivas para uma mudanca de postura do presidente dos EUA, fica a dica: salve-se quem puder.

Um dia para a história

A chegada das águas do São Francisco ao Rio Grande do Norte é um marco histórico para o nosso Estado. Algo só comparável com a energia elétrica conquistada nos anos 60. É uma revolução que está prestes a ser iniciada no interior potiguar. E isso não é exagero. 

Com água, nossas pequenas cidades que pareciam eternamente condenadas ao subdesenvolvimento, poderão atrair empresas, fomentar a agricultura, gerar emprego e renda na sua própria terra. Água é item fundamental para a existência de qualquer vida e/ou negócio. 

Confesso que, por muitas vezes, custei a acreditar que um dia essa obra fosse ser concluída. Como poderia o Brasil, tão acostumado a projetos que não saem do papel ou que quadruplicam de preço, transformar algo tão faraônico em realidade? Mas, o fato é que isso acaba hoje. 

Que as águas do São Francisco tragam com elas um novo futuro para o Rio Grande do Norte. 

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