Historiando

Derrotado, PT

Derrotado, PT

As eleições de 2016 e de 2018 mostraram que combustível eleitoral mais potente era o antipetismo. A deste ano, seguiu assim.

A esquerda, tirando o PSOL que disputou a prefeitura de Belém e ganhou, a ala mais moderada ou oligárquica (a eleição do filho de Eduardo Campos, que era neto de Miguel Arraes, e o candidato em Maceió, ambos do PSB, entre outros), em captais nordestinas, a esquerda saiu derrotada. Foi mal no pleito deste ano. O primeiro turno demonstrou isso e o segundo turno sacramentou a tendência.

Poucos saíram tão nanicos quanto o PT, que chegou ao segundo turno em apenas duas capitais, Recife e Vitória, com Marília Arraes e João Coser, ambos derrotados.

É a primeira vez, desde que as eleições para prefeitos nas capitais tornaram-se diretas, em 1985, que o PT não elegeu nenhum prefeito nas capitais brasileiras.

É provavelmente o maior fiasco da história do partido em eleições municipais.

A título de lembrança: em 2004, quando Lula ainda estava no seu primeiro mandato presidencial, o PT elegeu nove prefeitos de capitais.

A presidente do PT é Gleisi Hoffmann, mas quem manda e desmanda na legenda é Lula, que, responsável pela estratégia petista, isolou-o ainda mais, com atuação desastrada na eleição de Recife, e atuando como peso morto nas candidaturas de Manuela D’Ávila (PC do B) e de Guilherme Boulos (PSOL), duas candidaturas que eletrizaram as hostes esquerdistas.

O PSOL surgiu, este ano (já vinha apontando para isso), como sucessor do PT, mas nem mesmo os figurinos moderados de Guilherme Boulos (Boulosinho Paz e Amor) e de Manuela D’Ávila (Manuzinho Bela e Recatada) foram suficientes para o sucesso dos candidatos, que tiveram de carregar a desconfortável companhia do PT e sua extensa ficha corrida.

D. Sebastiões

D. Sebastiões

Rei de Portugal aos 14 anos de idade, D. Sebastião cresceu e foi educado pelo seu tio, cardeal D. Henrique, em meio a um catolicismo cruzado, na corte de seu avô, Dom João III.

D. Sebastião era filho de Joana da Áustria e de João Manuel, príncipe herdeiro de Portugal, que morreu dias antes do nascimento do filho.

O seu nascimento, em 1554, provocou certo rebuliço à época, pois havia o temor de Portugal ficar sem herdeiro. Talvez por isso mesmo foi o mais amado entre os reis portugueses, por ter sido muito desejado desde antes de nascer.

Provavelmente foi ainda mais amado após a sua morte, em 1578, quando combatia os mouros no norte da África, a ponto de parcela considerável da população portuguesa, à época, rechaçar a notícia de sua morte, afirmando que  ninguém chegara a ver o rei ser morto, surgindo daí a crença de que o ele não havia morrido e que regressaria como um salvador de Portugal.

Surgiram vários D. Sebastiões na Europa e, com o tempo, a crença atravessou o oceano, aportando em terras brasileiras.

Estamos em novembro de 2020, a campanha política para conquista de prefeituras do país ainda corre em algumas das principais cidades brasileiras (São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Recife, entre outras) e o sentimento de que ungidos podem nos salvar do caos faz-se presente.

No caso brasileiro, a intervalos regulares de dois anos, há quase três décadas.

Mesmo quando as campanhas políticas se acabam, os nossos D. Sebastiões teimam em armar palanques nos palácios de governo, sejam municipais, estaduais ou federal, esquecendo-se que, findo pleito eleitoral, é hora de mais administração e menos marketing.

É usual entre os políticos brasileiros não perceberem a distância que separa o palanque do gabinete, razão pela qual perdem-se em meio ao imobilismo administrativo e os lances publicitários, gerando desconfiança, quando não enfado.

Alguns dos candidatos a prefeito este ano subiram nos palanques e nas pesquisas acreditando-se empenhados numa cruzada política destinada a acabar com o sofrimento dos pobres a toque de muita falação e exibição.

Desde o início da campanha, adotam retórica messiânica, apontando-se como os bonzinhos prontos a salvar a população das garras daqueles que só se aproveitam dos cargos, até perceberem, como diria Weber, que há distância considerável entre as éticas que permeiam a política. Aproximá-las é tarefa vital para que o líder não caia na demagogia.

O discurso messiânico é perigoso porque marginaliza a política, a sociedade, as questões econômicas, a razão, etc fundindo política e religião e propondo a salvação a qualquer custo, como foi possível perceber na proposta de Guilherme Boulos para organizar as contas da previdência paulistana (https://valor.globo.com/politica/noticia/2020/11/20/proposta-de-boulos-para-previdencia-arma-adversario.ghtml) ou de Crivella, às voltas com fanáticos religiosos.

Boulos, Crivela e mesmo Manuela não são os primeiros e nem serão os últimos políticos brasileiros a usar a tática. Ela está aí há tempos e já foi testada nos laboratórios do populismo tupiniquim, acalentada no assistencialismo rasteiro e apoiada pelo tradicionalismo político.

É típica de nossos políticos provincianos e, como diria Paulo Francis, jecas.

Num candidato de mais estofo intelectual, a retórica sebástica só caberia como ironia. Em Boulos, Crivela e Manuela é essência. Sem ela, os três não existiriam politicamente.

Não é novidadeira no Brasil, como disse, a apropriação do discurso religioso pelo debate político.

Até os anos 1970, anti-comunistas acusavam comunistas de representarem o mal, e estes diziam ser a burguesia e os latifundiários as melhores representações de vilania.

Nos Rios Grandes do Norte e do Sul, na segunda e na primeira metade do século XX, a divisão política atingia famílias. No do Norte, então, os anos 1960-70 dividiram o estado de norte a sul, de leste a oeste por cores. O mal vestia verde para os dinartistas e vermelho para os aluizistas.

A retórica política sebástica, além de pretensiosa, é absurdamente cínica, pois invoca o sagrado para defender interesses comuns e materiais.

O povo, ora o povo é apenas joguete do que não pode ser confessado em público.

O eleitor brasileiro caminha pelo centro

O eleitor brasileiro caminha pelo centro

As eleições deste domingo terminaram e é possível tirar algumas conclusões: o centro e o centro-direita ocuparam o palco, inclusive com a ressurreição do DEM, antigo PFL, que a esquerda jurou ter matado em meados da primeira década deste século; nunca se faltou tanto as eleições como neste ano – o índice de abstenções foi o maior para pleitos municipais dos últimos 20 anos (de 23,1% contra 17,6% no primeiro turno de 2016); em São Paulo chegou a 29,3%.

Não será muito fácil avaliar a força do presidente Jair Bolsonaro, porque ele está sem partido e seus aliados estão dispersos por várias siglas. É possível, porém, dizer que a atuação dele foi no mínimo desastrada e que alguns dos candidatos aos quais ele se vinculou perderam fragorosamente no primeiro turno e os que chegaram ao segundo estão enfraquecidos.

Pela esquerda, o PSOL teve um desempenho julgado surpreendente por muitos analistas políticos.

O PSOL, nunca devemos esquecer, é uma costela do PT e como este está doente e internado na UTI político, lá posto pelo eleitor, o partido de Edmílson Rodrigues e de Guilherme Boulos assumiu a proeminência na geografia esquerdista da política nacional (https://noticias.uol.com.br/eleicoes/2020/11/15/edmilson-rodrigues-e-eguchi-disputam-2-turno-em-belem.htm).

Edmilson Rodrigues vai disputar o segundo turno em Belém (PA), como apoio do PT e de outros partidos de esquerda e Guilherme Boulos disputará o segundo turno contra Bruno Covas na capital paulista.

Pesquisas já apontavam o crescimento de Boulos nas últimas semanas, indicando tendência de voto útil. A de boca de urna, feita pelo IBOPE, projetava 25% dos votos para o psolista.

Ao final, Boulos teve pouco mais de 20% dos votos e Covas quase 33% (https://www1.folha.uol.com.br/poder/2020/11/boulos-enfrentara-covas-no-segundo-turno-em-sao-paulo-projeta-datafolha.shtml).

Os dois querem distância das artreirices de Bolsonaro, que, príncipe em 2018, hoje é um ogro em São Paulo.

Os votos de Boulos vieram certamente de petistas que não aceitaram a candidatura de Jilmar Tatto e de jovens que creem naquela abstração chamada vontade política.

A moderação, parece, dará as cartas na campanha de Covas.

Resta a Boulos pôr de pé, nas próximas duas semanas, estratégia e discurso que tragam o paulistano refratário ao esquerdismo radical e juvenil para as hostes psolistas.

Pode ser que surja o Boulosinho Paz e Amor.

A corrupção e o moralismo político

A corrupção e o moralismo político

Quando a Assembleia Constituinte se reuniu, pela primeira vez, em 1987, veio à tona novamente, como não poderia deixar de ser, o papel a ser desempenhado pelo Estado e pelo mercado na construção econômica de um Brasil democrático.

Mais Estado, mais corrupção; menos Estado, menos corrupção. Esta é a equação básica dos que defendem menos ou mais Estado.

Não é difícil supor que a corrupção política aumenta quando determinados personagens ocupam postos de mando na administração pública sem que estejam sujeitas ao mandato democrático ou ao controle burocrático.

São indivíduos que estão em cargos importantes por indicação partidária.

Todos invariavelmente têm ligações muito próximas com políticos e administradores e são extremamente leais aos seus padrinhos. Os casos de corrupção durante a nova república demonstram isso.   

Seria o caso de dizer que o problema está encastelado somente no Estado?

Sim e não, explico.

A composição nefasta com o Estado é da essência de parcela grande e fundamental do empresariado nacional.

Não são poucos os empresários brasileiros que interagem com políticos e cujo sucesso profissional é baseado menos na competência de suas empresas e mais no acesso que têm à máquina pública.

O sucesso econômico deles é oriundo menos da competência e engenhosidade e mais dos, digamos, contatos políticos que mantêm.

Há propostas milagrosas para acabar com a praga da corrupção.

Algumas construídas ou incentivadas por quem alimenta o monstro.

Lembro-me de um estudo que li há certo tempo sobre o aumento dos casos de corrupção em vários países, entre eles o Brasil.

O texto alertava para o fato de que a política piora de qualidade quando novas classes sociais entram no jogo político.

Isso não quer dizer que houvesse menos corrupção quando havia poucos grupos sociais monopolizando ou se revezando nos postos de mando.

O que havia era que a corrupção se limitava a esses poucos grupos, entre “membros do mesmo grupo social e, portanto, ninguém promovia escândalos, preservando a face externa da classe”, como já disse um estudioso do fenômeno.

Por isso são tão poucas as denúncias, se comparadas com o momento atual, de casos de corrupção durante o período oligárquico da república velha ou mesmo do império.

Nem cito os regimes autoritários de 1937-45 (estado novo) ou de 1964-85 (regime militar), porque em ambos a liberdade de expressão era cerceada.

A partir de 1930, com o ingresso de novos grupos para disputar os recursos do Estado, as denúncias de corrupção dão o ar da graça, pois aristocratas oligarquizados não estavam dispostos a repartir o butim estatal com comerciantes e industriais.

E quando estes já estão admitidos no campo que pode repartir o sagrado pão da corrupção, vem a turma do chão da fábrica.

Aí, foi demais!

Daí em diante, o discurso da ética ganhou as ruas e as redações, não necessariamente nessa ordem, massificando-se.

Não porque os conflitos fossem inteiramente novos. Tampouco porque os recursos estivessem sendo usados de forma escusa.

A briga nasceu porque interesses escondidos no seio da corrupção estavam sendo contrariados. O bolo é pequeno, julgam, para ser dividido com tantos.

O que há é a instauração de um novo conflito distributivo. E com ele nasce, entre muitos dos que assaltaram o dinheiro da “viúva”, o discurso da ética política.

É assim que caminha a história do Brasil – pouco dinheiro, muita bazófia e vontade quase nenhuma de acertar o passo entre o Estado e a sociedade que o financia.

A solidão latino-americana

A solidão latino-americana

A esquerda adora mitos popularescos, ainda quando vêm tocados por fundamentos ideológicos. Por isso fazem sucesso estrondoso os exemplos de Lula, Evo Morales, Nicolas Maduro, entre outros.

Evo Morales foi o primeiro índio a chegar à presidência da república na Bolívia. Lula, o primeiro operário a ocupar o Palácio do Planalto, no Brasil. Nicolas Maduro o primeiro motorista a dirigir os rumos venezuelanos. Cristina, a primeira boneca a sentar na cadeira presidencial argentina. A lista poderia ser infindável. Dos citados acima, apenas Lula andou nos trilhos da racionalidade política e, principalmente, econômica. Principalmente no primeiro mandato.

Há quem não tolere que se faça menção à origem étnica e à origem social (a primeira, dizem, configuraria racismo e a segunda, preconceito social) das pessoas, mas fazem festa quando há referências à vitória de Morales, de Lula e de Maduro. Eles, para esse pessoal, são a prova viva de que novos preceitos políticos, econômicos e sociais estiveram na ordem do dia nos rincões latino-americanos.

Não há dúvida de que a vitória de Morales, Lula e Maduro são conquistas pessoais imensas. A sagacidade política certamente desempenhou papel decisivo na vitória pessoal que conquistaram. Porém, não convém imaginar que o exercício da presidência da república é algo que costumeiramente se consiga com sucesso sem que se passe por um processo de educação mais elaborado. O índio, o operário e o motorista não são dotados de uma sensibilidade superior para gerir os negócios de Estado pelo fato de serem índio, operário e motorista.

A esquerda, é bom que se assinale, não gosta de fórmulas testadas e bem sucedidas. Desdenham experiências meritórias se fugirem minimamente aos ditames teóricos das cartilhas revolucionárias ou ultra-reformistas. Por isso, o Chile e a Colômbia foram acusadas de aplicarem preceitos neoliberais. Ainda que funcionem na prática, são neoliberais e, por isso, devem ser combatidas e mesmo demonizadas.

O que fizeram o Chile e a Colômbia?

Privatizações, disciplina fiscal e buscaram aumento de produtividade. Tudo o que, de certa forma, o Brasil adotou e pavimentou o caminho para os anos de crescimento do governo Lula.

Quando o presidente-operário abandonou parcialmente a cartilha, digamos, neoliberal, legou à sua sucessora um regime que se dilui – com inflação ascendente, queda de produtividade e ameaça de recessão.

As revoltas que varrem o Chile há quase um ano demonstra, segundo já li e ouvi, que há hoje uma retomada da maré socialista varrendo a América Latina, com a adoção de um nacionalismo ultrapassado, fechamento econômico, democracia direta e caneladas nos Estados Unidos. É caminho do caos, lugar para onde a América Latina teima em voltar de tempos em tempos.  Ali viveremos mil anos de solidão, dez vezes mais do que o título clássico do colombiano Gabriel Garcia Marques, ele mesmo um gênio da literatura latino-americana que tomou o bonde errado da história, ao contrário do que fez o seu rival político e literário Mário Vargas Llosa.

A América Latina só sairá da maré de atraso em que teima em ficar se revogar a retórica atrasada e tomar aquilo que o saudoso Mário Covas propôs na eleição presidencial de 1989: um choque de capitalismo.

Um dia a conta da inépcia e da demagogia bate à porta e a região terá de enfrentar o desafio.

Marx, as inspirações literárias do Manifesto Comunista e o mundo real

Marx, as inspirações literárias do Manifesto Comunista e o mundo real

Um dos mais belos textos de Karl Marx e Friedrich Engels, o Manifesto Comunista tem passagens que não deixam dúvidas da influência de Shakespeare na pena marxiana e de seu maior parceiro intelectual.

A mais famosa, porém, sem ser inspirada no grande bardo inglês, deitou raízes no inconsciente dos esquerdistas de todo o mundo. “Tudo o que é sólido desmancha no ar” foi um momento de inspiração literária divina do filósofo materialista nascido na Alemanha na primeira metade do século XIX.

Teórico do materialismo histórico, não passaria pela cabeça de Marx invocar a Deus, como o fazem alguns dos seus discípulos atuais baseados nestes trópicos esquecidos por Deus e por grande parte da intelectualidade ocidental.

Há partidos que carregam abertamente a bandeira do socialismo e há os que a escondem. Há os lobos e há os lobos em pele de cordeiro.

Já tendo experimentado as benesses do poder, os comunistas brasileiros esqueceram tudo aquilo pelo que um dia disseram lutar. Esqueceram grande parte do que foi teorizado e que deu origem aos amontoados de indivíduos presumidamente vinculados por laços ideológicos que preconizam a socialização da riqueza.

Um dos partidos brazucas que ainda carrega comunista no nome já reverenciou o camarada Mao Tsé-tung (China), reconhecidamente um assassino, e, depois, o camarada Enver Hoxha, gênio e farol da humanidade que um dia fez nascer um colosso de liberdade e desenvolvimento na Albânia, não está morrendo porque nasceu sobre uma proposta de paraíso inexequível e mesmo mentirosa e, depois, foi entregue a mentirosos que acreditaram ser possível fazer a todos acreditarem nela.

Com alguns poucos votos espalhados por este imenso Brasil, a agremiação partidária conta nos seus quadros com um ateu deísta, que, quando presidente da Câmara de Deputados, invocou a Deus para conter o ímpeto de colegas parlamentares no plenário daquela casa legislativa), já teve líderes que se mantiveram fiéis às suas ideias até o leito de morte (um recusou a extrema unção que um padre católico chegou para lhe dar), já foi liderado por um dos homens mais perseguidos politicamente no país, preso por regimes ditatoriais e democráticos apenas por ser comunista e chegou a arrebanhar para as suas fileiras uma malta de oligarcas e aproveitadores interessados apenas em cargos públicos e negociatas.

Como os seus congêneres espalhados pelo mundo, os nossos comunistas se disfarçam para subtrair os cofres públicos, arregimentam estudantes para formar novos quadros e dizem lutar pela população pobre e pelos trabalhadores.

Para utilizar um termo em moda e dando-lhe sentido diferente do usualmente empregado, os líderes comunistas saem do armário e veem deles correrem os fantasmas que estão assombrando os seus partidos, confirmando o que eu, ainda no início da idade adulta, já sabia: o sol nos trópicos bate forte o suficiente para derreter os ideais mais idealistas, mas é condescendente para manter de pé as viciadas estruturas psicossociais.

“Tudo o que é sólido desmancha no ar”, disse o grande filósofo alemão que construiu uma utopia realmente irrealizável, porque mata o mais precioso bem do homem depois da vida, a liberdade. De fato, camarada Marx, tudo o que é sólido desmancha no ar, menos a picareta que os camaradas e companheiros empunharam e empunham para dilapidar o Erário e o óleo de peroba com o qual lustram os rostos aparentemente angelicais.   

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