P-47 Aviação e História

[Foto] Cartão postal mostra sede da Panair do Brasil e Natal nos anos 1940

[Foto] Cartão postal mostra sede da Panair do Brasil e Natal nos anos 1940

Cartão postal de Natal nos anos 1940 (Fonte: Arcevo do autor)

O blog teve acesso a uma bela foto impressa em um cartão postal de 1944 que mostra a agência da Panair do Brasil ao lado do Grande Hotel, em Natal. A empresa chegou no Brasil em 1930 e foi fundamental para a infraestrutura norte-americana durante a segunda guerra, pois foi em seus aeroportos onde surgiram as bases militares.

Em 21 de novembro de 1938, a agência ocupou este prédio, na então Avenida Sachet, atual Avenida Duque de Caxias. Até então, a S. A. Wharthon Pedroza era o agente representante da empresa aérea em Natal, desde 1935.

Em 1º de outubro de 1939, o negócio cresceu e passou a contar com um anexo dentro do Grande Hotel, do outro lado da rua. Neste local funcionava uma espécie de guichê para compra de passagens.

Verso do cartão postal endereçado a "Yolanda" (Fonte: Arcevo do autor)

 

Visão atual da cena do cartão postal

FAB utiliza aeronaves A-29 e E-99 na interceptação de aviões com drogas

FAB utiliza aeronaves A-29 e E-99 na interceptação de aviões com drogas

A Força Aérea Brasileira (FAB) interceptou, em operações simultâneas, neste domingo (02), duas aeronaves classificadas como suspeitas, segundo informações de inteligência da Polícia Federal (PF), reforçando a capacidade de monitoramento e atuação na fronteira. As ações, realizadas em conjunto com a PF, envolveram quatro caças A-29 “Super Tucano” da FAB e um E-99, além de todo o Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (SISDABRA).

Na primeira ação, uma aeronave monomotor, modelo EMB-720 Minuano, foi interceptada a nordeste de Campo Grande (MS). O monomotor foi abordado por um A-29 e passou pelos procedimentos de averiguação e persuasão. A aeronave foi escoltada até o pouso obrigatório em Rondonópolis (MT), onde a Polícia Federal assumiu as ações. Os pilotos da aeronave foram presos em flagrante e 487 kg de cocaína foram apreendidos.

Na segunda ação, um bimotor B-58 Baron foi interceptado a sudoeste de Campo Grande (MS), sendo orientado a pousar em Três Lagoas (MS). O bimotor não cumpriu as determinações dos órgãos de Defesa Aérea e evadiu-se, realizando pouso forçado em campo não preparado, localizado em Invinhena (MS), com cerca de 518 kg de cocaína a bordo.

O Comandante de Operações Aeroespaciais, Tenente-Brigadeiro do Ar Jeferson Domingues de Freitas, classificou a operação como de extremo sucesso. "Atuamos em duas regiões do país, fazendo interceptações simultâneas. Comprovamos nossa capacidade de controlar múltiplas interceptações e o resultado não poderia ser melhor. Nós comprovamos que o nosso Sistema de Defesa Aeroespacial (SISDABRA) é capaz de desencadear operações simultâneas de defesa aérea onde quer que seja necessário", ressaltou.

As ações fazem parte da Operação Ostium para coibir ilícitos transfronteiriços, na qual atuam em conjunto a FAB e Órgãos de Segurança Pública, e em cumprimento ao Decreto nº 5.144 de 16 de julho de 2004.

Nota do Blog: No texto encaminhado à imprensa pela FAB, não fica claro que tipo de medida foi utilizada pelas aeronaves de ataque, nem se tiros de alerta foram disparados.

Fonte: CECOMSAER

Fotos: Sargento Bianca/CECOMSAER e Polícia Federal

 

 

 

[VÍDEO] Helicóptero do Corpo de Bombeiro do DF sofre acidente durante pouso

[VÍDEO] Helicóptero do Corpo de Bombeiro do DF sofre acidente durante pouso

Um helicóptero do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal sofreu acidente, na manhã desta quinta-feira (30), ao tentar pouso em uma área entre edificações. As informações são que não houve vítimas fatais. Um vídeo que circulou nas redes sociais mostra o exato momento em que a aeronave se choca contra o prédio, no momento da aproximação. Veja o vídeo.

21 de julho - Memória aos Mortos da Marinha em Guerra

21 de julho - Memória aos Mortos da Marinha em Guerra

Homenagem do 3º Distrito Naval da Marinha do Brasil, sediado em Natal/RN (Foto: Cedida / 3ºDN)

Vamos fugir um pouco do tema da aviação e falar da história da segunda guerra e suas vítimas brasileiras no mar.  A Marinha do Brasil celebra hoje, 21 de julho, a Memória dos seus Mortos em Guerra, pois foi nesta data quando ocorreu o fundamento da Corveta Camaquã, no litoral de Pernambuco, tomando a vida de 33 militares que defendiam o País durante a Segunda Guerra Mundial.

A embarcação estava liderando um comboio de navios de guerra que davam proteção a outros navios, na manhã do dia 21 de julho de 1944, quando teve a escolta rendida e, portanto, retornando ao porto de Recife. Até aquele momento, o navio acumulava seis anos de serviço, sendo 4 deles na Marinha do Brasil e desde 1942 integrava a Força Naval do Nordeste, assegurado travessia a mais de 600 navios, inclusive na costa do Rio Grande do Norte.

O ano de 1943 ficou marcado pelos afundamentos dos submarinos alemães, que perdurou por alguns meses, até meados deste ano e 1944, quando os equipamentos do Eixo conseguiram novamente uma reação. Esse cenário exigiu das forças navais aliadas um reforço estratégico, com mais embarcações nos comboios, principalmente no Atlântico Sul, no trecho Trinidad – Rio de Janeiro, com uma divisão de escolta entre a Marinha dos EUA e a do Brasil, entre o Rio e Recife.

Voltando para aquela manhã de 21 de julho de 1944, o clima e o vento estavam bons, o que deve ter dado um sensação de alívio aos militares que retornavam de mais uma missão em direção a terra firme. A partir daí as informações ficam confusas, pois no início suspeitaram de um torpedeamento por submarino inimigo que teria afundado a Corveta, contudo, o relato oficial apontou como sendo uma série de ondas gigantes que atingiu aqueles homens, levando o barco a adernar.

Estavam a bordo 120 homens, dos quais 33 pereceram, entre eles o comandante, o capitão de Corveta, Gastão Monteiro Moutinho. Muitos desses homens morreram afogados após conseguir deixar a corveta, mesmo com os esforços do CS Graúna e CS Jutaí, que também faziam parte da escolta, rapidamente acorreram ao local, lançando mais salva-vidas e bóias e recolhendo  os náufragos.

Entre 1941 e 1945, período da Segunda Guerra Mundial, houve pelo menos 31 afundamentos de navios militares e mercantes com tripulantes brasileiros, totalizando mais de 1.000 mortos.

ORDEM DO DIA MARINHA DO BRASIL

Homenagem à Memória dos Mortos da Marinha em Guerra

Os heróis de ontem, de hoje e de sempre das Marinhas de Guerra e Mercante são reverenciados, no dia de hoje, pelo sacrifício de suas vidas nos conflitos do Brasil em defesa da sua integridade territorial e segurança do tráfego marítimo e, sobretudo, da sua liberdade e valores democráticos.

Ao rememorarmos o passado, e em especial aqueles que nos antecederam, temos a oportunidade de compreender o presente e fazer os ajustes necessários na consolidação de um próspero futuro. As participações desses bravos brasileiros em fatos históricos, nos ambientes marítimos e fluviais, mostram que o emprego do Poder Naval deve considerar as peculiaridades desse espaço, que apresenta ordenamento jurídico próprio, diversidade de fundamentos para acordos e convenções internacionais, dimensões e características distintas e que possui uma relação direta com a nossa sobrevivência e prosperidade.

O Brasil, país de dimensões continentais, possui o direito de explorar uma extensa área oceânica, com cerca de 5,7 milhões de quilômetros quadrados, assim como cerca de 60 mil quilômetros de hidrovias, representando fontes de energia, alimento e a principal via do comércio exterior brasileiro. Para que fosse possível alcançar tal dimensão, marinheiros se fizeram ao mar e aos rios com tenacidade e coragem, enfrentaram e enfrentam adversidades, sendo protagonistas na história do nosso País.

  Ao longo dessa trajetória, nossas águas foram palcos de lutas contra invasores, mesclando importantes combates navais com o alvorecer da nossa Nação. No século XVI, a tentativa de estabelecimento de uma colônia na atual região do Rio de Janeiro, a França Antártica, foi impedida com a expulsão dos invasores em 1570. Em 1614, Jerônimo de Albuquerque, primeiro brasileiro Comandante de uma Força Naval, contribuiu para a expulsão dos franceses do Maranhão, com a vitória na Batalha Naval de Guaxenduba. Ainda no decorrer do século XVII, marinheiros atuando no Bloqueio da Baía de Todos os Santos e na Batalha Naval de Abrolhos dificultaram a continuidade da presença holandesa no nosso território.

O Brasil, a partir de 1822, esteve envolvido em seguidas lutas, no mar e nos rios, pela consolidação de seu território. A Esquadra, formada pela visão de Estadista do Pai da Independência, José Bonifácio de Andrada e Silva, teve seu batismo de fogo no Comando de Lord Thomas Cochrane, que realizou bloqueio naval à cidade de Salvador, impedindo o abastecimento das tropas portuguesas. As Guerras da Cisplatina e da Tríplice Aliança também seguem como exemplos da vitoriosa história de nossos marinheiros e fuzileiros navais. Dentre o rol de heróis, temos o Guarda-Marinha João Guilherme Greenhalgh, Cabo Fuzileiro Naval Francisco Antônio Pacheco, Imperial-Marinheiro Marcílio Dias e Soldado Fuzileiro Naval Felicíssimo José Guimarães, os quais tombaram em combate e representam os tantos outros homens do mar que lutaram para defender a nossa Pátria.

No século XX, mais uma vez, o Brasil teve em seu horizonte períodos conturbados, em que o mundo entrou em conflito nas Grandes Guerras Mundiais. Na Primeira, contou com a participação da Divisão Naval em Operações de Guerra, comandada pelo Contra-Almirante Pedro Max Fernando de Frontin, cuja principal tarefa foi patrulhar área marítima contra os submarinos alemães, compreendida entre Dakar, no Senegal, São Vicente, em Cabo Verde, e Gibraltar, na entrada do Mediterrâneo. Nossos navios, nessa ocasião, tiveram que enfrentar um outro inimigo invisível, o vírus da Gripe Espanhola, que ceifou a vida de 156 dos nossos marinheiros.

  Na Segunda Guerra Mundial, novamente o mar teve destaque. A Marinha do Brasil, por intermédio da Força Naval do Nordeste, e do Grupo-Patrulha do Sul, posteriormente, denominado Força Naval do Sul, foi responsável pelo patrulhamento das nossas águas, pela escolta e proteção dos 575 comboios, totalizando 3.164 navios, que trafegavam no Atlântico. Outra tarefa a ser destacada foi a escolta dos navios que transportaram a Força Expedicionária Brasileira. O saldo dessa guerra para o Brasil incluiu as perdas do Navio-Auxiliar Vital de Oliveira, da Corveta Camaquã e do Cruzador Bahia, nos quais tombaram 467 brasileiros. Devemos ainda ressaltar a bravura, de sempre, da Marinha Mercante, que com postura corajosa e patriótica, manteve o comércio marítimo brasileiro, apesar do afundamento de 33 navios e da perda de 982 vidas. A capacidade de superação desses marinheiros, dos quais muitos sobreviventes continuaram a navegar em outros navios até o final do conflito, é digna de respeito e reverência.

Em outro momento difícil para os brasileiros, a Marinha de Guerra e Marinha Mercante permanecem navegando a despeito das consequências da Pandemia do Coronavírus. Vem sendo mantidos o comércio exterior, vital para a nossa economia, o abastecimento de petróleo e gás para a sociedade brasileira, a salvaguarda da vida humana no mar, a segurança da navegação e a proteção ambiental, apesar do constante equacionamento de desafios. Aos heróis de hoje, os nossos respeitos.

Ao observamos os feitos do passado e do presente, somos instados a honrar nossos marinheiros e fuzileiros navais, mantendo o seu legado de profissionalismo, disciplina e patriotismo. Os exemplos de comprometimento com a Pátria, forjados na superação e na adversidade, daqueles que ofereceram suas vidas pela defesa da nossa terra continuam a nos inspirar. Dessa forma, em homenagens, como a que realizamos, nos comprometemos a manter nas mentes e corações dos brasileiros, a certeza de que nossos heróis, cuja morada final é o mar, serão sempre reverenciados.

Ontem, hoje e sempre, Tudo pela Pátria!

Viva a Marinha!

Viva o Brasil!

ILQUES BARBOSA JUNIOR

Referência:

Marinha do Brasil

Naufrágios.com.br

O dia em que Dom Pedro I desembarcou em Natal/RN

O dia em que Dom Pedro I desembarcou em Natal/RN

Ao longo do tempo a Base Aérea de Natal (BANT), em Parnamirim, recebeu muitas visitas ilustres, como os franceses Paul Vachet e Jean Mermoz, o general Eisenhower, Bob Kennedy, o papa João Paulo II, entre outros. Contudo, pouca dessas visitas foram tão inusitadas como a do imperador Dom Pedro I.

Como assim? Dom Pedro faleceu em 24 de setembro de 1834, como ele poderia visitar uma base que foi idealizada em 1927 e fundada como organização militar em 1942?

Ao realizar pesquisas sobre a aviação no RN, nos deparamos com essa informaçao. Em 7 de julho de 1972, os restos mortais de Pedro de Alcântara Francisco António João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim, nosso Dom Pedro I, passaram por Natal.

Ao falecer, o imperador foi colocado no Panteão da Dinastia de Bragança, na Igreja de São Vicente de Fora, em Lisboa, Portugal. Mas em 1972, quando se comemorava o aniversário de 150 anos da independência, os despojos foram trazidos ao Brasil, atendendo a um pedido do próprio monarca em testamento. Desta vez, ele foi enterrado no Monumento à Independência do Brasil, em São Paulo. Antes de chegar no novo repouso, ele fez toda uma peregrinação pelos estados brasileiros, entre eles o RN.

Urna com os despojos do imperador Dom Pedro I em Natal (Reprodução: Diário de Natal, 8 de julho de 1972)

Às 10h30, da manhã do dia 7 de julho, um C-119* da FAB pousou na BANT vindo de João Pessoa e a urna desembarcou em Parnamirim com pompa militar e com total apoio do Centro de Formação de Pilotos Militares (CFPM), bem como das demais Forças Armadas e da Polícia Militar. Segundo jornais da época, o cortejo passou pelas principais ruas da cidade, até a chegada no Palácio Potengi, onde funcionava a sede do Executivo do Estado, em frente à praça 7 de setembro, no Centro de Natal.

A exposição permaneceu por dois dias, enquanto que inúmeras solenidades ocorriam, como a inauguração de um busto (que não sabemos onde está atualmente) e o batismo de um trecho de rua em homenagem a Dom Pedro I. Seguindo viagem, seguiu para o Ceará.

Rua Dom Pedro I, ao lado do Tribunal de Justição do RN (Reprodução)

*Nota do editor: Nos jornais que noticiaram o fato não fica claro qual a aeronave da FAB fez a viagem, pois alguns citam C-111 e outros C-117, contudo, não existia aeronaves com essas designações à época. Poderia ser um C-115 "Búfalo" ou C-119 que citamos.

O guerreiro Alcindo da FEB descansou

O guerreiro Alcindo da FEB descansou

O blog recebeu a triste notícia do falecimento do soldado febiano Alcindo Arnaldo da Silva, na madrugada deste domingo (19), um dia após completar 94 anos. Alcindo estava internado em um hospital de Natal/RN, tratando a Covid-19, quando teve uma parada cardíaca.

Conhecemos o soldado Alcindo em 2008, em um encontro dos veteranos nas dependências do 16º Regimento de Infantaria Motorizada do Exército Brasileiro, em Natal. Logo chamou a atenção as histórias que ele contava do tempo em que combateu na Itália, pois ao contrário de muitos veteranos, o soldado falava muito e, muitas vezes, com animação.

Alcindo (ao fundo) contando suas histórias em uma das reuniões da FEB em Natal (Foto: Leonardo Dantas)

Suas histórias não eram de morte ou tristeza, normalmente, eram anedotas do front e situações inusitadas envolvendo a tropa e namoro com meninas italianas, deixando claro haver muito respeito com o povo daquele país, que convivia com os horrores da guerra, a fome e falta de um teto. Alcindo foi da Polícia do Exército (PE), com a missão de conter distúrbios e, em alguns casos, a própria tropa brasileira. Outra coisa que marcavam esses encontros dos veteranos eram as músicas, como o emblemático hino da Força Expedicionária e algumas que misturavam o português com o italiano.

Ao longo dos ano, encontramos o Alcindo no desfile de 7 de setembro, que este ano não contará com este representante. Nosso último encontro para bater-papo ocorreu em 2018, em uma exposição sobre a Segunda Guerra, com outro momento de histórias partilhadas. Agora, o guerreiro descansou.

Registro de nosso último encontro, em 2018 

A seguir, compartilho o texto do amigo jornalista e oficial do Corpo de Bombeiros, Cristiano Couceito, que tinha relação pessoal com o febiano.

RN perde um dos seus heróis da 2ª Guerra Mundial

O ex-combatente das Forças Expedicionárias Brasileiras (FEB) na Segunda Guerra Mundial, Alcindo Arnaldo da Silva, faleceu na manhã de hoje, em Natal. O “general”, como é carinhosamente chamado pelos familiares e amigos mais próximos, havia completado neste sábado (18), 94 anos de idade.

Natural de jucurutu/RN, ele foi voluntário para integrar a FEB e embarcou para a Itália, onde lutou diversas batalhas, inclusive em Montese, em abril de 1945, onde a atuação dos brasileiros foi considerada essencial e de grande importância para a retomada da Itália pelas tropas aliadas e posterior vitória contra os alemães.

O “general” estava hospitalizado em uma UTI do Hospital Rio Grande, travando uma batalha bem diferente da que participou há 75 anos, quando tinha apenas 19 anos, agora lutando para vencer o inimigo invisível da Covid-19.

Com bravura, o general enfrentou por 15 dias a doença. Com seu falecimento, o RN perde um dos seus heróis.

Cristiano Couceiro (jornalista)

Diploma concedido pela Associação Nacional dos Veteranos (Reprodução: Leonardo Dantas)

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