P-47 Aviação e História

78 anos da Conferência do Potengi

78 anos da Conferência do Potengi

Há exatos 78 anos, no dia 28 de janeiro de 1943, encontravam-se em Natal os presidentes dos Estados Unidos e Brasil, Franklin D. Roosevelt e Getúlio Vargas, respectivamente. O assunto já foi amplamento explanado em nosso blog, por isso, compilamos os principais temas como a importância do encontro, por que Roosevelt estava de luto, o que aconteceu com o jeep e muito mais.

Conferência do Potengi: 77 anos e poucos lembram

Por que o prédio se chama Rampa?

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Conferência do Potengi: O quinto elemento no jeep?

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Conferência do Potengi: Natal na galeria histórica da Casa Branca

O "Warehouse" dos americanos nas margens do Rio Potengi

O "Warehouse" dos americanos nas margens do Rio Potengi

O Airport Development Program (ADP) e o Air Transport Command (ATC) utilizados pelos Estados Unidos, durante a Segunda Guerra Mundial, para construir a base aérea de Parnamirim e abastecer os aliados com suprimentos, respectivamente, utilizaram uma série de prédios em Natal. Uma dessas edificações seria um grande depósito nas margens do Rio Potengi.

O “warehouse” é descrito no livro do professor Lenine Pinto, “Natal USA”, como localizado na Rua Chile próximo aos clubes Centro Náutico Potengi e Sport Clube Natal. Ao longo dos anos essa localização exata se perdeu e especulou-se ser o antigo terminal de passageiros do Porto de Natal, reformado nos anos 2000.

Pesquisando em matérias de jornais e fotos da época, identificamos que o depósito pode ter sido desativado com a conclusão de uma ampliação do cais, concluída em 1945, já no fim da guerra e que contemplou o citado terminal. Esta obra foi inaugurada em novembro, com a presença de Joppert Silva, titular da pasta da Viação e Obras Públicas do Governo Federal e de Décio Fonseca, diretor-geral do Departamento Nacional de Portos (ex- chefe de obras dos melhoramentos do Porto de Natal).

Foto dos anos 1940, com a projeção de onde seria erguido o terminal de passageiros (Foto: Acervo do autor)

Décio aparece recorrentemente em matérias associadas ao Porto desde o ano de 1935. Em 1940, ele realiza visita técnica na obra de ampliação do Porto de Natal, com fim de ampliar em 16 metros o cais. Acreditamos que nesta etapa, uma edificação vista em fotos até 1945 seria o depósito arrendado aos americanos e que foi demolida na ampliação. Em uma das fotos da época, é possível ver o prédio sendo desmontado.

Esse depósito, segundo Lenine Pinto, era impotante para os EUA quando recebiam suprimentos, pois nem tudo vinha por via aérea.

Terminal erguido após 1945, com edificação sendo demolida ao fundo para ceder mais espaço (Foto: acervo do autor)

Local onde acreditamos que existia o depósito antes da ampliação de 1945 (Foto: Leonardo Dantas)

O padre mecânico potiguar na Segunda Guerra Mundial

O padre mecânico potiguar na Segunda Guerra Mundial

Ao longo dos anos o Rio Grande do Norte gerou histórias e personagens inusitados, principalmente quando o assunto é aviação. Um desses personagens é o padre mecânico de aeronaves Eladio E´Laistre Monteiro, que se especializou na manutenção de grandes motores de avião em plena segunda guerra.

Em janeiro de 1945, Eladio foi selecionado para concorrer a uma bolsa de estudo na Spartan School of Aeronautics, em Tusla, no estado de Oklahoma, nos Estados Unidos, junto de outros onze norte-rio-grandenses: Eladio Monteiro, Uilde Monteiro, Norberto Silva Filho, Amaro Guerreiro de Castilho, Nivaldo Lustosa Cabral, Joaquim Alves da Câmara, Antônio Neto, Arnaud Pedrosa, Eudes Madruga, José de Oliveira e Vicente Lira.

Eles estudaram dois anos nas dependência de Parnamirim Field, com intuito de aprender noções básicas de mecânica, antes de seguir para Tusla, onde estudariam mais 7 meses. Ao todo, a turma tinha mais de 200 alunos, de um total de 15 países de nações aliadas – em sua maioria da América do Sul – inclusive China.

A rotina de estudos incluía aulas práticas e teóricas, com a vantagem de estarem em um grande centro da indústria aeronáutica, onde tinham acesso as mais modernas tecnologias da época. O relato diz que ao saírem na rua com as fardas de mecânicos, os potiguares recebiam a continência dos populares, inclusive dos soldados americanos.

Em 6 de julho de 1945, Eladio retorna a Natal tendo concluído o curso de mecânica com louvor. Voltam também, Joaquim Câmara, Antonio China Neto e Uilde Monteiro, enquanto outros seis potiguares continuaram os estudos em Tusla.

Em 3 de setembro de 1946, quando já queria ser padre, ele foi contratado pela Panair do Brasil para trabalhar na base aérea de Parnamirim. Em 1959, entrou para a ordem dos Jesuítas. No livro “A Contribuição Norte Americana à Vida Natalense”, consta um depoimeno do padre falando sobre o impacto da vinda dos yankees, no qual ele se identifica ainda como ex-professor da inglês da Sociedade Cultural Brasileira Estados Unidos (Scbeu) e capelão do Exército Brasileiro.

Nota do Blog: Infelimente não conseguimos nenhuma foto do padre Eládio Monteiro para ilustrar o post.

FAB testou lançamento de mísseis no litoral do RN

FAB testou lançamento de mísseis no litoral do RN

Captura de frame do vídeo de rastreio do míssel no alvo (Foto: FAB)

A Força Aérea Brasileira (FAB) concluiu, na primeira semana de dezembro, no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Parnamirim, região metropolitana de Natal (RN), a Avaliação Operacional (AVAOP) do míssil IGLA-S.  A atividade, coordenada pelo Instituto de Aplicações Operacionais (IAOp), subordinado ao Comando de Preparo (COMPREP), teve como objetivo verificar a capacidade dos mísseis em detectar alvos com diferentes intensidades radiantes e analisar a capacidade desse sistema em manter a navegação em direção a alvos, mesmo quando submetidos a contramedidas do tipo flare (artefatos lançados para confundir os mísseis).

O treinamento consistiu no lançamento de alvos simulados sobre o mar por aeronaves H-36 Caracal, pertencente ao Primeiro Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (1º/8º GAV) – Esquadrão Falcão, e H-50 Esquilo, do Primeiro Esquadrão do Décimo Primeiro Grupo de Aviação (1º/11º GAV) – Esquadrão Gavião. Logo após, o míssil do sistema IGLA-S era disparado e seus movimentos registrados por câmeras de alta velocidade para verificação da distância de passagem dos mísseis em relação aos alvos aéreos.

Mais informações clique aqui.

Nota do editor: No dia 27 de novembro de 2020, vídeos nas redes sociais flagaram bolas de fogo caindo do céu, próximo à praia de Cotovelo, a 10 quilômetros de Natal. A cena é muito similar a divulgada pela FAB agora. Blogs chegaram a postar a notícia, clique aqui.

Fonte: Força Aérea Brasileira

Sistema Igla utilizado pela FAB (Foto: Agência Força Aérea / Sgt Batista)

Lançamento de um míssil Igla (Foto: Agência Força Aérea / Cb Santos)

C-95 "Bandeirante" do Esquadrão Rumba da FAB ganha pintura comemorativa

C-95 "Bandeirante" do Esquadrão Rumba da FAB  ganha pintura comemorativa

Foto: Cedida / Redes Sociais

Depois do A-29 “Super Tucano” do 2º/5 Grupo de Aviação – Esquadrão Joker – da Força Aérea Brasileira (FAB) ganhar uma pintura especial em comemoração as 90.000 horas de voo, agora foi a vez do C-95 “Bandeirantes” de 1º /5º GAv  - Esquadrão Rumba – receber a homenagem das 100.000 horas de voo.

Tanto o Rumba como o Joker estão sediados na Ala 10, em Parnamirim (RN), enquanto o primeiro forma pilotos de transporte, o segundo é responsável pela especialização dos pilotos da caça da FAB.

Links Relacionados: A-29 da FAB alcança 90.000 horas de voo e ganha pintura comemorativa

 

[Fotos] A-29 da FAB alcança 90.000 horas de voo e ganha pintura comemorativa

[Fotos] A-29 da FAB alcança 90.000 horas de voo e ganha pintura comemorativa

A Ala 10, unidade da Força Aérea Brasileira (FAB) sediada em Natal, recebeu na manhã desta sexta-feira (4), a aeronave A-29B do 2º/5º Gav, Esquadrão Joker, comemorativa FAB5949 em alusão as 90.000 horas voadas pelo avião da Embraer, o “Super Tucano”.

O destaque da pintura especial é o desenho da bolacha do esquadrão no leme do A-29. No emblema, podemos ver um avestruz interagindo com um pinguim, o que representa um instrutor transmitindo conhecimento ao estagiário, tendo em vista que o 2º/5º Gav é responsável pelo Curso de Especialização dos pilotos de caça da FAB.

Fotos: redes socias / cedidas

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