Em 3 de março de 2020, o tripulante de um A-29 “Super Tucano” do esqudrão Joker, sediado na Base Aérea de Natal (Bant), se ejetou sobre o litoral norte do Rio Grande do Norte, na praia de Genipabu, a 20 km da capital. Momentos após, o fato ganhou espaço nas redes sociais e se tornou assunto na mídia, tendo sido publicado aqui.

Passado um ano, o episódio nunca foi devidamente esclarecido pela Força Aérea Brasileira (FAB), um fato pitoresco tendo em vista que houve a ejeção e a aeronave permaneceu em vôo, com o piloto pousando a mesma em segurança, mesmo sem parte do canopi.

Com exclusividade, o blog teve acesso ao diálogo mantido entre o piloto e o controle aéreo, bem como o resgate que se deu em seguida. A princípio, o piloto da aeronave ejetora continuou o vôo, informando a situação de emergência, altitude e posição. Diante da situação, o controle libera o espaço aéreo, redirecionando um C-95 que estava na área.

Pede ainda que a outra aeronave A-29, que vinha de ala, continue no local na tentativa de avistar o paraquedas no ar ou na água. O piloto obedece e informa ter visual do militar na água a 20 metros da praia, momentos antes dele ser resgatado por um homem em um caiaque. A informação é repassada ao resgate SAR, que seria feito por um helicóptero H-36 “Caracal” que retornava de uma missão.

O blog P-47 procurou a Aeronáutica e obteve a seguinte reposta do Centro de Comunicação Social (Cecomsaer):

A respeito da ocorrência envolvendo aeronave militar no dia 3 de março de 2020, por se tratar de informação de caráter estratégico e segundo a Norma do Sistema do Comando da Aeronáutica (NSCA 3-6) sobre o grau de sigilo de informações, o Relatório de Ação Inicial, o Relatório Preliminar e o Relatório Final recebem o grau de sigilo mínimo de “reservado”, independentemente das circunstâncias da ocorrência, obedecida a legislação em vigor.

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