Os dois assuntos sempre estiveram de ladinho. Há, inclusive, histórias nacionais curiosas de paixões arrebatadoras onde o título mundial foi dedicado a uma cantora ilustre ou o jogador que fez beicinho e só aceitou ir à Copa do Mundo se a mulher fosse junto.  Há até mesmo um livro que se chama “Amor, Sexo e Traição nas Copas”, de Leonardo Bertozzi e Gustavo Hoffman (imagem do post), que aborda situações nem tão famosas assim e ficaram restritas a algumas linhas em jornais e revistas.

Muito bem. Enquanto alguns são mais diretos ao tratar do assunto, outros mantêm certa discrição. Não é o caso do escritor uruguaio Eduardo Galeano, ao dizer que “o gol é o orgasmo do futebol”. O tímido Raí disse certa vez que “futebol é diversão. Gol é orgasmo”.  Já Alfredo Di Stéfano, craque que divide a tríade argentina dos maiores hermanos de todos os tempos com Diego Maradona e Lionel Messi, é sutil, mas sua frase é daquelas como um gol em que se entra com bola e tudo: “Marcar gols é como fazer amor, toda gente o faz, mas não faz como eu”. A frase ainda foi mais tarde complementada: “Um 0x0 é como um domingo sem sol...ou sem sexo”. Era como se o genial argentino guardasse o domingo para fazer o que mais gostava.

Na Copa das Confederações de 2013, em plena final, num Maracanã lotado, o centroavante Fred, logo no início do jogo, matou uma bola no peito dentro da pequena área da seleção da Espanha, desequilibrou-se, caiu e, antes que o goleiro Casillas e o zagueiro Sérgio Ramos chegassem ao lance, no chão mesmo, deitado, arrematou a bola para o gol espanhol, desvirginando o placar.

No intervalo, ao ser indagado pelo repórter se já havia feito gol deitado, respondeu: “Já fiz tanta coisa deitado, coisas boas, por sinal, só faltava mesmo fazer um gol”. 

Créditos de Imagens e Informações para criação do texto:“Amor, Sexo e Traição nas Copas” (Leonardo Bertozzi e Gustavo Hoffman); Futebol em Frases (Cláudio Dientsmann)