A eleição municipal deste ano pavimenta o caminho para o pleito de 2022.

E, como sempre, os olhos sempre se voltam para a disputa pela prefeitura de São Paulo.

Por ora, o candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) à prefeitura da maior cidade do país é o política e eleitoralmente esquálido Jilmar Tatto.

Sabendo que as chances de Tatto são muito remotas, quase inexistentes, o PT ensaia mais um erro dos tantos que cometeu nos seus quarenta anos de vida.

Sem um nome peso para se candidatar à prefeitura paulistana, o PT tenta forçar Fernando Haddad a concorrer e, aí, põe-se numa sinuca, pois colocaria o seu principal nome (Lula é hoje um cadáver político insepulto) fora do páreo para 2022.

Sim, porque ganhando ou perdendo, Haddad estaria praticamente alijado da próxima disputa presidencial.

Desta forma, o que resta ao PT?

Cair nos braços de Guilherme Boulos ou de Luiza Erundina ou de Marta Suplicy e enfrentar e administrar, internamente, os desassossego de suas bases, à direita e à esquerda.

O PT e o PSDB colhem o que plantaram, a saber, a despreocupação, quando não a ojeriza, de formar e incentivar quadros a disputarem espaço no seio do partido.

O PT ficou a vida toda à reboque de Lula, que negociou acordos e impôs nomes para as principais disputas nas quais o partido se envolveu. A dependência de tão grande ainda maltrata o partido, pois o ex-presidente da república atravanca a vida da agremiação.

Já o PSDB girou em torno de Fernando Henrique Cardoso, Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin – e eventualmente de alguém fora do ninho paulista, como ocorreu com Aécio Neves em 2014.

Fernando Henrique aposentou-se, Covas morreu e Serra e Alckmin deram as cartas dentro do partido. Sem se preocuparem com a formação de quadros, de repente aparece João Dória, que nunca teve compromisso algum com a história dos tucanos.

O preço a pagar tem sido alto para os dois principais partidos da Nova República.

Haddad agora ou em 2022, é a encruzilhada petista.

Ao PSDB nem encruzilhada resta. O partido só vê estrada sem fim.

Parece que a sina seguirá.