E lá vem o poeta Jessier Quirino com suas invencionices. No dia 27 de abril, no Teatro Riachuelo, às 20h, apresenta o espetáculo Tapioca Ensopada, que é uma variação do “pão caseiro” de todo nordestino, que se expande para todos os Brasis. Pode ser daquela fininha bem torrada, chamada de “crespo”, com recheio, e da ensopada. Quirino dá de garra da goma da mandioca (o conhecido amido), talvez, o menor grão da nossa mesa, pra fazer grandes histórias.

A capacidade fabulatória do povo simples que habita o imaginário interiorano, é o bigu que Jessier pega para mover-se a partir do nada: uma receita caseira de cozinha; uma meizinha pra curar uma frouxidão dos nervos; um “faz-mal” largar tesoura aberta na mesa; e até menino botar a mão na cabeça: não cresce. Fica pequeno.

Artista de muitas facetas, Jessier Quirino, tem, sempre que possível, trazido um elemento surpresa para o querido ouvinte e leitor. Desta vez, traz dois lançamentos, quais sejam: o livro “O Causo da Cobra Branca” – uma história ricamente ilustrada, destinada a adultos e crianças – e uma versão livresca de uma peleja que fez com o escritor Bráulio Tavares no mote Trupizupe o Raio da Silibrina, constante no livro, também ilustrado intitulado: Galos de Campina. Estarão disponíveis ao grande público no hall do Teatro.

Assim, ou quase assim, é o festejado poeta paraibano de Campina Grande, que se diz prestador de atenção das coisas do mato. Quando a gente menos espera, chega cutucando nossas mais bem guardadas memórias afetivas de nordeste, de sertão, de sítio, de parede e meia. Promete para, ainda este ano, o novo trabalho musical e poético em formato de CD, de estética refinada, feito em parceria com o Quinteto da Paraíba, e grandes convidados.