Ao longo dos anos o Rio Grande do Norte gerou histórias e personagens inusitados, principalmente quando o assunto é aviação. Um desses personagens é o padre mecânico de aeronaves Eladio E´Laistre Monteiro, que se especializou na manutenção de grandes motores de avião em plena segunda guerra.

Em janeiro de 1945, Eladio foi selecionado para concorrer a uma bolsa de estudo na Spartan School of Aeronautics, em Tusla, no estado de Oklahoma, nos Estados Unidos, junto de outros onze norte-rio-grandenses: Eladio Monteiro, Uilde Monteiro, Norberto Silva Filho, Amaro Guerreiro de Castilho, Nivaldo Lustosa Cabral, Joaquim Alves da Câmara, Antônio Neto, Arnaud Pedrosa, Eudes Madruga, José de Oliveira e Vicente Lira.

Eles estudaram dois anos nas dependência de Parnamirim Field, com intuito de aprender noções básicas de mecânica, antes de seguir para Tusla, onde estudariam mais 7 meses. Ao todo, a turma tinha mais de 200 alunos, de um total de 15 países de nações aliadas – em sua maioria da América do Sul – inclusive China.

A rotina de estudos incluía aulas práticas e teóricas, com a vantagem de estarem em um grande centro da indústria aeronáutica, onde tinham acesso as mais modernas tecnologias da época. O relato diz que ao saírem na rua com as fardas de mecânicos, os potiguares recebiam a continência dos populares, inclusive dos soldados americanos.

Em 6 de julho de 1945, Eladio retorna a Natal tendo concluído o curso de mecânica com louvor. Voltam também, Joaquim Câmara, Antonio China Neto e Uilde Monteiro, enquanto outros seis potiguares continuaram os estudos em Tusla.

Em 3 de setembro de 1946, quando já queria ser padre, ele foi contratado pela Panair do Brasil para trabalhar na base aérea de Parnamirim. Em 1959, entrou para a ordem dos Jesuítas. No livro “A Contribuição Norte Americana à Vida Natalense”, consta um depoimeno do padre falando sobre o impacto da vinda dos yankees, no qual ele se identifica ainda como ex-professor da inglês da Sociedade Cultural Brasileira Estados Unidos (Scbeu) e capelão do Exército Brasileiro.

Nota do Blog: Infelimente não conseguimos nenhuma foto do padre Eládio Monteiro para ilustrar o post.