Repito: sou contra a censura.

Já fui alvo, nas redes sociais, de calúnia e difamação, por ex e atuais colegas de trabalho, mas mantenho-me firme na minhas posição de combate a censura.

Cobrei e cobro, novamente, na justiça, espaço onde se resolvem contenciosos, reparação.

Em meus pleitos não solicitei e não solicito o fechamento das redes sociais de meus caluniadores e difamadores.

Eles permanecem livres para escrever o que quiserem sobre mim, mas são responsáveis por demonstrar o que dizem.

Semana passada escrevi sobre o assunto e acrescento, hoje, algumas impressões.

O Supremo Tribunal Federal (STF) comete certamente a pior das censuras, cerceando previamente o direito que algumas pessoas possam manifestar-se nas redes sociais.

A censura do STF é dirigida não a pessoas, antes de ser dirigidas às ideias que defendem e propagam, pois elas já não mais estão censuradas pelo que dizem ou escrevem, mas pelo que o STF diz que elas podem dizer ou escrever.

A censura ocorre previamente, de antemão, pelo que elas pensam, antes mesmo de poderem exprimir o que pensam.

E isso sob o silêncio, quando não com o apoio, parlamento, de intelectuais, de artistas, etc.

Cala-se todo um povo que, um dia, mais à frente, sentirá o golpe e não terá a quem e por que reclamar, pois omitiu-se e até mesmo patrocinou o silêncio.

Podemos chegar ao seguinte absurdo: alguém ser proibido de dizer o que não disse ou ser obrigado a editar um texto que ainda não escreveu.

É assim que se mata a democracia.