Estado quebrado, repasses bilionários e a defesa de Allyson por mais desembargadores

03 de Dezembro 2025 - 06h54
Créditos: Prefeitura de Mossoró

O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, em entrevista ao Agora RN, criticou propostas que, segundo ele, são apresentadas como “soluções mágicas” para os problemas do Rio Grande do Norte. O gestor citou três discursos que considera populistas: reduzir repasses ao Judiciário, demitir servidores e vender ou fechar a UERN. As informações são do Agora RN e Blog Ismael Sousa.

Allyson afirmou que nenhum desses caminhos resolve o Estado. Segundo ele, atacar o Judiciário é ignorar o papel fundamental da Justiça; culpar servidores é desonesto com quem mantém o serviço público funcionando; e apontar a UERN como problema é desconhecer que a universidade forma mais de 90% dos professores da rede potiguar.

Segundo matéria publicada pelo Agora RN, só em 2025 os repasses aos poderes e órgãos autônomos, incluindo o Judiciário, somam R$ 2,53 bilhões, o que representa 11,01% de todo o orçamento estadual. O jornal também destacou que esse volume cresceu 14,16% em relação a 2024, justamente em um período de queda de arrecadação e dificuldades do Executivo em cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Com um orçamento total estimado em R$ 23,07 bilhões, os duodécimos destinados ao Judiciário, Legislativo, Ministério Público, TCE e Defensoria não são despesas secundárias: são obrigações constitucionais que pressionam o caixa e reduzem a margem de investimento do governo.

Embora o repasse não seja o único fator do desequilíbrio fiscal, negar qualquer impacto ignora a rigidez de um orçamento em que mais de 11% já está comprometido antes mesmo de o dinheiro entrar.

Veja trecho da entrevista:

 
 
 
 
 
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