Anvisa aciona autoridades internacionais para trazer antídoto do metanol para o Brasil

03 de Outubro 2025 - 15h27
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Diante dos recentes casos de intoxicação por metanol em bebidas alcoólicas, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) acionou autoridades reguladoras internacionais para trazer um antídoto contra a substância para o Brasil.

Ao todo, o país já registrou 59 casos de intoxicação, sendo 11 já confirmados em laboratório e 48 em investigação.

Para viabilizar a disponibilidade do medicamento, conhecido como fomepizol, a agência de vigilância já consultou formalmente as autoridades sobre a autorização para comercializar o produto. Entre elas estão agências dos Estados Unidos, Argentina, União Europeia, México, Canadá, Japão, Reino Unido, China, Suíça e Austrália.

Segundo a agência, o medicamento não tem registro sanitário no país, fator que leva à busca por fornecedores em outros países para atender à demanda do SUS (Sistema Único de Saúde).

Com o objetivo de acelerar a importação do produto, a Anvisa publicou um edital para identificar fabricantes e distribuidores internacionais com disponibilidade imediata para fornecer o medicamento ao Ministério da Saúde.

Além do acionamento das autoridades, a Anvisa tem oferecido suporte às análises laboratoriais da Rede Nacional de Laboratórios de Vigilância Sanitária, para definir o fluxo de coleta e envio de amostras suspeitas de contaminação. Até agora, três laboratórios já foram identificados com capacidade para fazer esse tipo de análise.

Foram indicados o Lacen/DF, o Laboratório Municipal de São Paulo e o INCQS/Fiocruz.

Em meio a tentativa de trazer o medicamento para o Brasil, a agência identificou, em caráter emergencial, mais de 600 farmácias de manipulação com capacidade para preparar etanol em grau de pureza adequado para uso médico. Segundo a Anvisa, o produto pode ser considerado uma alternativa terapêutica ao fomepizol, caso haja necessidade.

Com informações de CNN