A atleta Krystsina Tsimanouskaya, que representa a Bielorrússia nos Jogos Olímpicos de Tóquio, foi retirada a força de seu quarto na Vila Olímpica e enviada ao aeroporto de Tóquio, após fazer críticas as autoridades de seu país.

Segundo informações de agências internacionais, a corredora, escalada para disputar a prova dos 200 metros - programada para acontecer na segunda-feira -, foi levada por membros da delegação do país, que hoje é comandado pelo ditador Aleksandr Lukashenko.

Ao chegar no aeroporto, Krystsina buscou ajuda da polícia japonesa e afirmou que não quer voltar para Belarus, já que teme ser sequestrada caso saia da capital japonesa. Diante da situação, a atleta busca asilo no Japão.

Com a ajuda do jornalista Matthew Luxmoore, da Radio Free Europe, ela publicou um vídeo no twitter. "Estou pedindo ajuda ao Comitê Olímpico Internacional, eles estão tentando me tirar do país sem meu consentimento", disse ela. 

O Comitê Olímpico da Bielorrússia, liderado por Viktor Lukashenko, filho do ditador do país Alexander Lukashenko, afirmou em nota, por sua vez, que a atleta teve de suspender a sua participação nos Jogos "por decisão dos médicos, devido ao seu estado emocional e psicológico".

O problema começou quando ela criticou duramente a Federação Bielorrussa de Atletismo, observando que foi obrigada a participar do revezamento 4x400 metros, quando inicialmente teve que correr as provas de 100 e 200 metros, devido ao número insuficiente de testes antidoping realizados por outros dois atletas bielorrussos.

“Eu nunca teria reagido dessa forma severa se eles me antecipassem, explicassem toda a situação e me perguntassem se eu poderia correr os 400 metros. Mas eles decidiram fazer tudo nas minhas costas", afirmou ela.

O COI afirmou, em nota, que está acompanhando o caso e dará novos esclarecimentos.

Fonte: IG