Portal da Transparência sai do ar após polêmica com compras

27 de Janeiro 2021 - 15h39
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O Portal da Transparência do governo federal, meio pelo qual a administração presta contas dos gastos públicos, saiu do ar na noite de ontem (26), e ficou sem acesso até o começo da manhã desta quarta-feira (27). O portal se tornou inacessível após os gastos do Executivo com alimentos - incluindo R$ 15 milhões pagos em leite condensado - ficarem no centro do debate público.

Os gastos alimentícios do governo federal ultrapassaram R$ 1,8 bilhão em 2020. No valor estão inclusos, além dos R$ 15 milhões gastos com leite condensado, mais R$ 2,2 milhões pagos em chicletes e R$ 32,7 milhões em pizza e refrigerante. O total destinado a alimentos no ano passado foi 20% maior que o de 2019.

Os valores elevados das compras do Executivo entraram na mira da oposição. Parlamentares formalizaram uma representação no Tribunal de Contas da União(TCU) pedindo que seja aberta uma investigação. Um documento protocolado pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e pelos deputados federais Tabata Amaral (PDT-SP) e Felipe Rigoni (PSB-ES) alega que o aumento das despesas fere o princípio da moralidade administrativa.

"Em meio a uma grave crise econômica e sanitária, o aumento de gastos é absolutamente preocupante, tanto pelo acréscimo de despesas como pelo caráter supérfluo de muitos dos gêneros alimentícios mencionados", diz um trecho.

Representantes do PSOL, o deputado David Miranda (RJ) e as deputadas Fernanda Melchionna (RS), Sâmia Bomfim (SP) e Vivi Reis (PA) protocolaram uma ação pedindo que o procurador-geral da República, Augusto Aras, abra investigação acerca dos gastos.

Fonte: R7

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