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O governo brasileiro afirmou que pretende ampliar as exportações para Belarus, país que recentemente se tornou parceiro do Brics. A declaração foi feita nesta sexta-feira (11) pelo diretor do Departamento de Europa do Itamaraty, embaixador Flavio Goldman, durante evento em comemoração ao Dia da Independência de Belarus, na embaixada do país em Brasília.
Segundo Goldman, o objetivo é manter o Brasil como principal parceiro comercial da Belarus na América Latina. “Há espaço para ampliar e diversificar nossos laços econômicos, apesar do cenário desafiador”, afirmou.
Já o novo embaixador de Belarus no Brasil, Andrey Andreyev, destacou que os recentes diálogos políticos e econômicos entre Minsk e Brasília fortalecem uma parceria baseada em confiança. Ele também afirmou que Belarus busca contribuir ativamente com a agenda multipolar do Brics.
Em 2023, o Brasil exportou US$ 5,6 milhões para Belarus — principalmente amendoins e matérias brutas de origem animal. Por outro lado, importou US$ 47,1 milhões do país governado por Alexander Lukashenko, o que gerou um déficit de US$ 41,5 milhões para o Brasil.
Guerra comercial com os EUA
O anúncio ocorre em meio à tensão com os Estados Unidos, após o presidente Donald Trump declarar, em 9 de julho, uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto. Segundo Trump, a medida se deve à postura do governo Lula e à atuação do Supremo Tribunal Federal no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, declarado inelegível até 2030.
Trump afirmou que Bolsonaro é alvo de uma “caça às bruxas” e demonstrou apoio ao ex-presidente brasileiro.
Diante da possível guerra tarifária, Lula declarou que poderá aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica, adotando medidas equivalentes contra os EUA, caso a tarifa de Trump entre em vigor.

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