Créditos: Reuters/Diego Herculano/Arquivo
O Supremo Tribunal Federal (STF) analisa a possibilidade de transferir o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, para o 19º Batalhão da Polícia Militar do DF, conhecido como “Papudinha”, no Complexo Penitenciário da Papuda. A discussão ganhou força após a defesa alegar que o local atual prejudica a saúde do ex-mandatário, citando dores de cabeça causadas pelo barulho constante de um gerador.
Antes de decidir, o ministro Alexandre de Moraes determinou a realização de uma perícia médica completa. A Polícia Federal tem até 15 dias para concluir o exame, que deve avaliar a necessidade de procedimentos indicados pela defesa, como cirurgia para hérnia inguinal e tratamento de crises recorrentes de soluços. Moraes destacou que o exame feito no dia da prisão não apontou urgência médica e que Bolsonaro recebe acompanhamento contínuo.
Bolsonaro está preso em uma cela de cerca de 12 m² na sede da PF, equipada com cama, banheiro privativo, ar-condicionado, televisão e frigobar. Mesmo assim, aliados criticam as condições. O deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP) afirmou que o ex-presidente permanece até 22 horas por dia no local, em regime semelhante ao isolamento.
O debate se intensificou após o vereador Carlos Bolsonaro divulgar um vídeo em que o pai aparece soluçando enquanto dorme, alegando agravamento do quadro de saúde. A defesa sustenta que uma unidade militar ofereceria condições mais adequadas, argumento que será avaliado a partir do laudo médico solicitado pelo STF.
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