
Os investidores estão reduzindo drasticamente suas exposições em renda variável em meio às incertezas sobre a continuidade da pressão tributária imposta pelo presidente Donald Trump.
Alguns países fortemente afetados estão em negociações com o governo dos EUA. Outros já anunciaram que vão “contra-atacar”.
Uma coisa é certa: a inflação será pressionada, pois os preços irão subir para todos os lados.
Os índices acionários nos Estados Unidos despencaram pelo segundo dia consecutivo, totalizando perdas de 7 trilhões de dólares ou 40,6 trilhões de reais na cotação atual. Para efeito comparativo, o PIB do Brasil é estimado em 2,2 trilhões de dólares.
Petróleo também despenca
Como se não bastasse, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEC, na sigla em inglês) anunciou a elevação da produção diária em três vezes o número esperado por agentes do mercado financeiro.
O anúncio fez derreter a cotação do petróleo em mais de 7% apenas nesta sexta-feira, 4 de abril, pois somou-se ao forte ajuste das bolsas de valores o receio de recessão no maior mercado consumidor do mundo. O “ouro-negro” desvalorizou cerca de 14% em dois dias, sendo negociado neste momento a 62 dólares, na menor cotação em quase 4 anos.
O Antagonista