Créditos: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reagiram com críticas e frustração à decisão dos Estados Unidos de retirar o ministro do STF Alexandre de Moraes da lista de sanções da Lei Magnitsky. A revogação também beneficiou a esposa do magistrado, Viviane Barci de Moraes, e a Lex Institute, empresa ligada à família. Moraes havia sido sancionado em julho, sob acusações de autorizar prisões arbitrárias e restringir a liberdade de expressão.
Com o recuo do governo americano, parlamentares bolsonaristas passaram a criticar diretamente o ex-presidente Donald Trump, apontando possível negociação com o governo brasileiro. Eduardo Bolsonaro (PL-SP) disse ter recebido a decisão com “pesar” e afirmou que o Brasil perdeu uma “janela de oportunidade”. Maurício Marcon (PL-RS) classificou a medida como “traição”, citando a política do “America First”.
Outros aliados reforçaram o tom de decepção. Carlos Jordy (PL-RJ) afirmou que a direita errou ao apostar em um líder estrangeiro. Rodrigo Valadares (União-SE) disse que “o sistema se fechou” e elogiou a atuação de Eduardo Bolsonaro. Já o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, adotou tom mais moderado, agradecendo o apoio anterior de Trump e defendendo que a disputa seja resolvida internamente.
Na base governista, a decisão foi comemorada como vitória diplomática do governo Lula. Lindbergh Farias (PT) afirmou que a medida fortalece a democracia e a soberania nacional, enquanto Gleisi Hoffmann atribuiu o recuo à atuação direta de Lula. Erika Hilton (PSOL-SP) disse que a retirada de Moraes da lista desmonta uma das últimas apostas da família Bolsonaro por anistia.
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