Créditos: André Borges/EPA
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) discute com aliados se participará presencialmente do julgamento da trama golpista no STF, marcado para começar em 2 de setembro e terminar até o dia 12. Ele pode ser condenado a mais de 40 anos de prisão sob acusação de liderar tentativa de golpe de Estado.
A aliados, Bolsonaro disse que gostaria de ir a algumas sessões, especialmente no início e no encerramento, para enfrentar diretamente os ministros que considera adversários. O gesto é visto por apoiadores como forma de demonstrar força política. No entanto, sua saúde pode dificultar a presença: o ex-presidente enfrenta crises de soluço acompanhadas de vômitos, além de hipertensão e refluxo.
Desde 4 de agosto, Bolsonaro está em prisão domiciliar e precisa de autorização do relator Alexandre de Moraes para comparecer ao Supremo. A decisão levará em conta fatores políticos, jurídicos e médicos. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, disse que a saúde do ex-presidente preocupa, mas atribuiu o quadro à prisão.
Se for ao julgamento, Bolsonaro repetirá gesto feito em março, quando surpreendeu ao aparecer no STF no recebimento da denúncia. A cena remeteu à estratégia usada por Donald Trump em julgamento nos EUA. Caso contrário, assistirá às sessões pela TV em casa, acompanhado da família.
Nas últimas semanas, Bolsonaro tem demonstrado irritação e sentimento de injustiça diante da proximidade do julgamento. Ele recebe apenas uma visita por dia, mediante autorização de Moraes, com exceção de familiares diretos. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que se tornou o principal porta-voz do pai, costuma visitá-lo diariamente.


