‘Burrice’ e atendimento no momento em que houve acesso a dados: o que os servidores suspeitos de vazamento da Receita alegaram

19 de Fevereiro 2026 - 17h21

Servidores da Receita Federal do Brasil suspeitos de acessar e vazar dados de ministros do Supremo Tribunal Federal prestaram depoimento à Polícia Federal após operação realizada na terça-feira de Carnaval.

Uma das investigadas, Ruth Machado dos Santos, afirmou que atendia outra pessoa presencialmente na agência do Guarujá quando, segundo a investigação, houve acesso aos dados de Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes. Ela nega irregularidades e disse ter apresentado provas do atendimento no horário apontado.

Outro alvo foi o auditor Ricardo Mansano, que admitiu ter acessado dados da enteada do ministro Gilmar Mendes, alegando curiosidade pessoal. Segundo a defesa da categoria, não houve vazamento das informações.

A investigação aponta múltiplos acessos ilícitos a sistemas do Fisco com possível vazamento de dados sigilosos de ministros e familiares. Os quatro servidores investigados foram afastados dos cargos e podem responder por violação de sigilo funcional, com penas que variam de multa a até seis anos de prisão, se houver dano comprovado.