Cadeira a R$ 200 e pastel a R$ 150: turistas denunciam preços abusivos em praias do Brasil

30 de Dezembro 2025 - 08h23
Créditos: Reprodução Redes sociais

Relatos de cobranças consideradas abusivas em praias turísticas do Brasil ganharam grande repercussão nas redes sociais nos últimos dias, após a agressão a um casal de turistas em Porto de Galinhas, em Pernambuco. A partir do caso, internautas passaram a compartilhar experiências semelhantes em diferentes estados, envolvendo valores elevados para aluguel de cadeiras, guarda-sóis e alimentos.

Nos comentários, turistas afirmam que os preços altos não se restringem ao Nordeste. Há relatos de cobrança de R$ 200 pelo uso de cadeira com guarda-sol em praias como Arraial do Cabo (RJ) e Balneário Camboriú (SC). Em Búzios, também no Rio de Janeiro, circulou a imagem de um cardápio com preços que chamaram atenção, como R$ 150 por seis pastéis, R$ 190 por isca de peixe e R$ 200 por camarão à milanesa.

O aumento das denúncias ocorreu após um episódio de violência registrado no último sábado (27), em Porto de Galinhas. Um casal de turistas de Mato Grosso, os empresários Johnny Andrade e Cleiton Zanatta, relatou ter sido agredido após uma discussão envolvendo o valor cobrado pelo uso de cadeiras na praia.

Segundo as vítimas, trabalhadores ofereceram barracas e cadeiras logo na chegada à praia e combinaram um preço inicial. No momento do pagamento, porém, os comerciantes teriam tentado cobrar quase o dobro do valor acertado, o que levou à recusa do casal.

Ainda de acordo com o relato, após a negativa, um dos homens teria arremessado uma cadeira contra Johnny, que caiu no chão e passou a ser agredido junto com o companheiro. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra Johnny ferido, com o rosto ensanguentado e um dos olhos machucados, reforçando a repercussão do caso e reacendendo o debate sobre abusos contra turistas em áreas litorâneas.

Para completar o cenário de descontentamento, cresce a atuação irregular de flanelinhas em áreas públicas de estacionamento. Mesmo em locais onde o uso é livre, como zonas de praia aos domingos ou feriados, motoristas relatam abordagens insistentes e cobranças que variam de R$ 10 a R$ 30 — muitas vezes com ameaças veladas caso o valor não seja pago. O problema é recorrente em cidades turísticas e capitais litorâneas, onde a demanda por vagas é alta e a presença do poder público, insuficiente.

Especialistas em direito do consumidor alertam que tanto a cobrança de consumação obrigatória quanto a exigência de pagamento por vagas públicas são práticas ilegais quando não amparadas por regulamentação. Ainda assim, a omissão das autoridades e a falta de canais efetivos de denúncia tornam difícil combater esses abusos de forma eficaz.

Com informações do CNN e Pernanbuco Notícias