Cantor sertanejo é condenado a mais de 35 anos por matar dentista

17 de julho 2025 - 12h58
Créditos: Divulgação Polícia Civil


O cantor sertanejo João Vitor Malachias foi condenado a 35 anos, 10 meses e 14 dias de prisão em regime fechado pelo assassinato da dentista Bruna Viviane Angleri, de 40 anos, após a decisão de um júri popular. O caso aconteceu em setembro de 2023, em Araras, no interior de São Paulo.

A decisão da Justiça, assinada pelo juiz Djalma Moreira Gomes Junior, da Vara Criminal de Araras, ainda cita uma parte da pena pelo crime de furto e pela destruição de cadáver. Bruna teve parte do corpo carbonizado.

O magistrado também negou o direito do cantor sertanejo responder à condenação em liberdade. A defesa de João Vitor, chefiada pelo advogado Diego Emanuel da Costa, afirmou que vai recorrer.

A dentista Bruna Viviane Angleri, de 40 anos, foi encontrada morta na manhã do dia 27 de setembro de 2023 em Araras, no interior de São Paulo. O corpo dela estava carbonizado em cima de uma cama na casa em que ela morava, no bairro Distrito Industrial.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), quando a Polícia Militar (PM) chegou ao local, o cômodo ainda estava em chamas. O Corpo de Bombeiros ajudou a conter o incêndio. Não havia outras pessoas no imóvel.

Bruna tinha uma filha de 6 anos e possuía uma medida protetiva contra o cantor sertanejo João Vitor Malachias, seu ex-namorado.

Wi-Fi entregou cantor
A perícia descobriu que o celular do cantor sertanejo João Vitor Malachias, de 30 anos, se conectou no Wi-Fi da casa da dentista Bruna Viviane Angleri, 40, na hora do assassinato. 

Para os investigadores, a nova prova derruba o álibi apresentado no inquérito por João Vittor, o nome artístico do cantor sertanejo, que alega ter passado a madrugada do crime na casa da sua avó. Preso temporariamente por suspeita de feminicídio, ele diz ser inocente.

O crime aconteceu na casa de Bruna, em Araras, no interior de São Paulo. Segundo a perícia policial, o celular de João Vittor entrou na internet da residência da dentista exatamente à 0h15min48s do dia 27 de setembro.

“Tal data e horário são compatíveis com a data e horário da morte da vítima Bruna Viviane Angleri”, atesta o documento. A investigação corre sob segredo de Justiça.

Com informações de Metrópoles