Créditos: Acerdo Portal Grande Ponto
Estou há uma semana pelo sertão nordestino e desde ontem em Florânia, acompanhando a reta final da campanha para prefeito e vereador.
Como ontem foi o último comício do atual prefeito Saint-Clay (Galo), o qual busca renovar o mandato (todos aguardam apenas a confirmação da vitória), não assisti o debate entre os prefeitáveis de Natal.
Vi alguns pedaços e constatei que Carlos Eduardo Alves, por três vezes prefeito da cidade, chegou ao limite da vida pública, a saber, prefeito da capital do estado. É o seu teto eleitoral, como demonstraram as três derrotas para cargos majoritários (duas vezes governador e uma senador).
Natal será melhor servida com Paulinho Freire ou Natália Bonavides, dois contendores que ameaçam a ida de Carlos Eduardo ao segundo turno.
Paulinho e Natália devem ter pretensões políticas maiores e saberão, creio, portar-se à frente do executivo do maior colégio eleitoral do estado para alcançá-las. Também parecem ter mais gás para a empreitada que os aguarda, mais ideias e mais paciência, elementos ausentes no ex-prefeito.
A postura "marçalista" de Carlos Eduardo, quando exposto por Paulinho Freire no debate de ontem, é sintoma de quem aguardou apenas a homologação de seu nome como vitorioso ao final do pleito e agora sofre com a possibilidade da derrota.
Diferente do Galo que dirige a pequena cidade do Seridó e terá mandato confirmado no próximo domingo, Carlos Eduardo corre o risco de sair pintinho da eleição deste ano.


