Caso Master: Toffoli determina que materiais apreendidos fiquem no STF

14 de Janeiro 2026 - 18h20
Créditos: Carlos Moura/SCO/STF

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que todos os materiais apreendidos na segunda fase da Operação Compliance Zero sejam lacrados e mantidos sob custódia na sede da Corte, em Brasília. A operação foi deflagrada nesta quarta-feira (14) pela Polícia Federal e teve 42 alvos, entre eles o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o empresário Nelson Tanure.

A decisão chamou atenção por fugir do procedimento habitual. Em operações conduzidas pela PF, a perícia em celulares, computadores e outros bens costuma ser feita imediatamente pela corporação. No despacho, Toffoli determinou que todo o material apreendido fique acautelado no STF “até ulterior determinação”.

Investigadores demonstraram preocupação com a possibilidade de perda de informações, principalmente em dispositivos eletrônicos, que normalmente precisam ter os dados extraídos com rapidez para evitar bloqueios ou degradação.

Em nota, Toffoli afirmou que o acautelamento tem como objetivo a preservação das provas e garantiu que elas “serão devidamente periciadas pelas autoridades competentes”.

A operação apura um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. Além de novas buscas em endereços ligados a Daniel Vorcaro, foi decretada a prisão temporária do investidor Fabiano Campos Zettel, cunhado do banqueiro. Também foram alvos o empresário Nelson Tanure e João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora Reag Investimentos.

Segundo a decisão, novas diligências foram autorizadas diante de indícios de novos ilícitos. Toffoli também determinou o bloqueio e o sequestro de bens de pessoas físicas e jurídicas, medida solicitada pela Procuradoria-Geral da República.

Ao todo, a Polícia Federal executou bloqueios que ultrapassam R$ 5,7 bilhões. Durante a operação, foram apreendidos carros de luxo, como modelos da BMW e Land Rover, além de armas de fogo, munições e relógios de alto valor.