Créditos: Wilton Junior/Estadão
Após a condenação de Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e 3 meses de prisão, o Centrão pretende acelerar no Congresso a aprovação de uma versão intermediária do projeto de anistia. A proposta, segundo lideranças ouvidas pelo Estadão, dificilmente reabilitará o ex-presidente para disputar eleições, mas pode garantir sua saída do regime fechado.
Em troca, partidos do bloco esperam que Bolsonaro escolha até dezembro — ou, no máximo, janeiro de 2026 — o nome do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) como candidato à Presidência. O PL já sinalizou que Tarcísio se filiará ao partido caso seja lançado ao Planalto.
A eventual saída de Tarcísio do Republicanos abriria disputa pela sucessão em São Paulo. O vice-governador Felício Ramuth (PSD) é cotado para migrar ao Republicanos e assumir o governo. Outros nomes em jogo são o prefeito Ricardo Nunes (MDB), o secretário Gilberto Kassab (PSD) e o secretário Guilherme Derrite (PP).
Inelegibilidade de Bolsonaro
Antes da condenação no Supremo, Bolsonaro apostava em recorrer ao TSE para derrubar as duas inelegibilidades eleitorais já impostas. Agora, a estratégia se complica: a Lei da Ficha Limpa prevê suspensão dos direitos políticos por 8 anos após o cumprimento da pena criminal.
Na prática, Bolsonaro só poderia se candidatar após 35 anos — 27 de prisão somados a 8 da Ficha Limpa —, o que o deixaria inelegível até 2060, quando teria 105 anos.
Mesmo que o Congresso altere a lei para que os 8 anos sejam contados a partir da condenação, Bolsonaro continuará impedido de disputar eleições enquanto cumprir a pena.


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