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O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, marido da policial Gisele Alves Santana, está proibido de entrar no condomínio onde o casal morava no bairro do Brás, em São Paulo. A medida foi solicitada pela Polícia Civil de São Paulo e passou a valer em 27 de fevereiro, nove dias após a morte da PM.
O bloqueio foi pedido pelo delegado Lucas de Souza Lopes, que determinou o cancelamento do cadastro facial e das tags de veículos do militar no condomínio Piscine Brás.
Laudo aponta lesões
Um novo laudo pericial sobre a morte de Gisele, de 32 anos, revelou lesões no pescoço e no rosto, indicando que ela pode ter desmaiado pouco antes do tiro. O documento foi elaborado após a exumação do corpo e aponta marcas compatíveis com pressão digital e arranhões de unhas.
Gisele foi encontrada com um tiro na cabeça dentro do apartamento onde vivia com o marido. A arma utilizada no disparo pertencia ao próprio coronel.
Inicialmente, o caso foi tratado como suicídio, mas a investigação passou a considerar morte suspeita.
Versões divergentes
Em depoimento, Geraldo afirmou que estava tomando banho quando ouviu o disparo. Ele disse também que havia pedido o divórcio e que a esposa teria reagido negativamente à decisão.
Já a mãe da policial contestou essa versão e afirmou que a filha vivia um relacionamento conturbado e que o militar seria abusivo e violento. Segundo ela, Gisele chegou a pedir ajuda aos pais dias antes da morte porque queria se separar.
Limpeza no apartamento
Uma funcionária do condomínio relatou à polícia que três policiais foram ao apartamento horas após a morte para realizar uma limpeza no local. A testemunha também afirmou que o coronel retornou ao imóvel no mesmo dia para buscar pertences antes de viajar para São José dos Campos.
Segundo o depoimento, em determinado momento o militar teria comentado que a esposa “não iria sobreviver” após saber que ela ainda estava viva durante o atendimento inicial. O caso segue sob investigação.


