Coronel é proibido de entrar no prédio onde esposa PM foi achada morta

10 de Março 2026 - 15h57
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O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, marido da policial Gisele Alves Santana, está proibido de entrar no condomínio onde o casal morava no bairro do Brás, em São Paulo. A medida foi solicitada pela Polícia Civil de São Paulo e passou a valer em 27 de fevereiro, nove dias após a morte da PM.

O bloqueio foi pedido pelo delegado Lucas de Souza Lopes, que determinou o cancelamento do cadastro facial e das tags de veículos do militar no condomínio Piscine Brás.

Laudo aponta lesões

Um novo laudo pericial sobre a morte de Gisele, de 32 anos, revelou lesões no pescoço e no rosto, indicando que ela pode ter desmaiado pouco antes do tiro. O documento foi elaborado após a exumação do corpo e aponta marcas compatíveis com pressão digital e arranhões de unhas.

Gisele foi encontrada com um tiro na cabeça dentro do apartamento onde vivia com o marido. A arma utilizada no disparo pertencia ao próprio coronel.

Inicialmente, o caso foi tratado como suicídio, mas a investigação passou a considerar morte suspeita.

Versões divergentes

Em depoimento, Geraldo afirmou que estava tomando banho quando ouviu o disparo. Ele disse também que havia pedido o divórcio e que a esposa teria reagido negativamente à decisão.

Já a mãe da policial contestou essa versão e afirmou que a filha vivia um relacionamento conturbado e que o militar seria abusivo e violento. Segundo ela, Gisele chegou a pedir ajuda aos pais dias antes da morte porque queria se separar.

Limpeza no apartamento

Uma funcionária do condomínio relatou à polícia que três policiais foram ao apartamento horas após a morte para realizar uma limpeza no local. A testemunha também afirmou que o coronel retornou ao imóvel no mesmo dia para buscar pertences antes de viajar para São José dos Campos.

Segundo o depoimento, em determinado momento o militar teria comentado que a esposa “não iria sobreviver” após saber que ela ainda estava viva durante o atendimento inicial. O caso segue sob investigação.