Veículo de críticas severas à realização da Copa América no Brasil em plena pandemia, a Globo fez várias tentativas de transmitir o torneio de seleções, que começa no próximo domingo (13). Antes de participar da concorrência pelos direitos de exibição, perdida para o SBT, a emissora enviou seus principais executivos ao Paraguai e chegou a pedir perdão à Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol).

O perdão (ou "waiver", no linguajar técnico, literalmente renúncia em inglês) era necessário porque a Globo está sendo processada pela Conmebol, por ter rescindido o contrato que lhe dava direito de transmitir a Copa Libertadores da América até a edição de 2022. Sem ele, a Globo não pode disputar direitos de exibição de competições da Conmebol.

Jorge Nóbrega, presidente executivo da Globo; Paulo Marinho, neto de Roberto Marinho (1904-2003) diretor dos canais Globo; e Pedro Garcia, diretor de aquisição de direitos, foram pessoalmente a Luque, na região metropolitana de Assunção, sede da Conmebol, para tentar convencer a entidade a desistir do processo pelo rompimento do contrato da Libertadores.

A viagem foi em outubro do ano passado, pouco mais de dois meses após o conflito por causa da Libertadores. Nóbrega, principal executivo da Globo, não costuma participar de negociações por direitos de futebol. Ele foi recebido pelo presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez.

A Globo diz que o encontro "teve caráter estritamente institucional" , mas o Notícias da TV apurou que houve, sim, tentativas de negociações. Além do pedido de perdão, os executivos da Globo propuseram comprar a Copa América e adquirir antecipadamente os direitos da Libertadores de 2023 a 2025, que só serão licitados no ano que vem --até 2022, o principal campeonato sul-americano pertence ao SBT.

A proposta pela Copa América, que até então ocorreria na Colômbia e na Argentina, era por 100% dos direitos, para todas as mídias (TVs aberta e fechada, streaming, internet e rádio).

Com informações do Notícias da TV