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O Tribunal de Justiça de São Paulo condenou o delegado aposentado Eduardo Peretti Guimarães e outros cinco policiais por integrarem uma organização criminosa armada que atuava em Mogi das Cruzes e cidades da Grande São Paulo.
Peretti já havia sido demitido da Polícia Civil em 2017 por concussão, mas recuperou o cargo em 2021 por decisão judicial. Na sentença de sexta-feira (20/2), a Justiça destacou que os réus tinham “culpabilidade diferenciada” por serem agentes públicos e, ainda assim, aderirem ao crime, o que provoca descrédito na instituição.
As investigações apontaram que o delegado participava de extorsões e fornecimento de drogas ao grupo. Em um caso, um comerciante foi ameaçado com arma e obrigado a pagar R$ 20 mil para evitar o fechamento de uma casa noturna. Houve ainda novas cobranças de valores dias depois. Interceptações telefônicas também mostraram discussões sobre divisão de dinheiro e entrega de cocaína, chamada de “negócio branco”.
Apesar das condenações por organização criminosa, os réus foram absolvidos das acusações individualizadas de extorsão, roubo e tráfico por falta de detalhamento da participação de cada um nesses crimes. Todos respondem em liberdade e negam as acusações.
Peretti foi condenado a nove anos de prisão, em regime fechado, além de multa. Os policiais Jorge Luiz Cascarelli, Jocimar Canuto de Paula, Wilson Isidoro Júnior, Ronaldo Batalha de Oliveira e Diego Bandeira Lima receberam penas de oito anos e nove meses, também em regime fechado, com multa. Para parte deles, a sentença determinou ainda a perda do cargo público.
A decisão afirma que o grupo utilizava distintivos e armas para pressionar vítimas e obter dinheiro, em uma atuação considerada “longa, intensa e determinante” para o funcionamento da organização criminosa.a

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