Dizer que depoimentos de Cid foram contraditórios beira má-fé, diz Moraes

09 de Setembro 2025 - 10h36
Créditos: Raphael Coutinho/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), criticou nesta terça-feira (9), as defesas que argumentaram, na semana passada, que a delação premiada acordada por Mauro Cid é “contraditória”.

“As defesas, inicialmente é importante pontuar, insistem, eu diria, que confundem os oito primeiros depoimentos dados sucessivamente em 28 de agosto de 2023, com oito delações contraditórias. Isso foi reiteradamente dito aqui, como se fosse uma verdade. Isso, com todo o respeito, beira a litigância de má-fé, isso beira a litigância de má-fé, dizer que os oito primeiros depoimentos foram oito delações contraditórias”, afirmou.

Antes de votar o mérito da ação, Moraes analisou as questões preliminares levantadas pelas defesas, entre elas a nulidade da delação de Cid. O ministro destacou que a própria defesa do ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro pontuou a voluntariedade do réu para a colaboração.

Depois, ele ainda afastou “todas as alegações de nulidades” apresentadas em relação à delação premiada de Cid à PF (Polícia Federal). “Mantenho a plena validade e regularidade da colaboração premiada, cuja eficácia, por ser um meio de obtenção de provas”, completou.

Com informações de CNN