Eduardo critica senadores que barraram PEC da Blindagem: "Serviçais"

25 de Setembro 2025 - 16h35
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O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) criticou nesta quarta-feira (24) os senadores que rejeitaram a PEC da Blindagem ainda na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Em publicação no X, ele afirmou que os parlamentares são “reféns de desinformação e engodo” e acusou-os de manter “poderes ilimitados da burocracia não eleita por puro medo politiqueiro”. A notícia foi publicada pela CNN.

A proposta foi rejeitada por unanimidade, inclusive com votos contrários de senadores do próprio PL, como Carlos Portinho (RJ), Jorge Seif (SC), Magno Malta (ES) e Rogério Marinho (RN), líder da oposição. O texto, já aprovado pela Câmara, previa aval secreto do Legislativo para abertura de processos contra parlamentares e estendia o foro privilegiado a presidentes de partidos.

Eduardo também atacou governadores, chamando-os de “serviçais complacentes dos tiranos”. Chefes de Executivo de direita, alguns pré-candidatos à Presidência, também rejeitaram a proposta. Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) disse que a PEC “nasceu como remédio e se transformou em outra coisa”. Romeu Zema (Novo-MG) declarou que ela “cobriria coisas erradas”. Ratinho Junior (PSD-PR) e Ronaldo Caiado (União Brasil-GO) classificaram o texto como “convite para o crime organizado entrar no Congresso”.

A tramitação da PEC ocorreu em paralelo à urgência do PL da Anistia, ambos apoiados por partidos do centrão. O movimento surgiu em meio ao desgaste de deputados com o STF, que tem atuado sobre emendas parlamentares e processos contra Jair Bolsonaro (PL), condenado por golpe de Estado.

Toda a bancada do PL na Câmara votou a favor da PEC. A proposta, no entanto, foi alvo de manifestações da esquerda no último fim de semana, com mais de 40 mil pessoas nas ruas de São Paulo e Rio de Janeiro contra a “blindagem” e a anistia.

Para Eduardo, a PEC buscava “criar mecanismos de proteção contra o regime de exceção implementado por um Judiciário corrupto e aparelhado”. O deputado está nos Estados Unidos desde o início do ano, onde atua com o comentarista Paulo Figueiredo para tentar sensibilizar o governo Donald Trump a aplicar sanções contra o ministro do STF Alexandre de Moraes, relator do processo que condenou Jair Bolsonaro.