Créditos: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
A pesquisa DataSenado em parceria com a Nexus mostra que 29% dos eleitores brasileiros se identificam como “de direita”, os que se declaram “de esquerda” somam 15%. O levantamento, divulgado nesta quinta-feira (26), aponta que 11% se denominam “de centro”.
O posicionamento político da direita ocorre independentemente da renda familiar, escolaridade, raça, gênero e unidade da Federação onde mora o eleitor.
“Embora haja diferenças entre os segmentos, em todos a direita prevalece, à frente da esquerda e do centro, com exceção do grupo sem religião ou de brasileiros de religiões que não são a católica ou a evangélica”, afirmou Marcelo Tokarski, CEO da Nexus.
A pesquisa registrou ainda que 40% dos entrevistados não se identificam com nenhum espectro político e 6% não sabem ou não quiseram responder. Entre as mulheres, o percentual que não se identifica com nenhuma ideologia chega a 46%, ante 34% dos homens.
A analista de opinião pública do DataSenado, Elga Lopes, destacou o elevado número de eleitores que não se identificam com nenhum posicionamento político, principalmente com a chegada das eleições municipais.
“Ainda que as preferências ideológicas sejam um tema de destaque no debate público recente, chama atenção o elevado desinteresse do eleitor brasileiro pelos três principais espectros políticos. É expressiva a fatia da população que não se identifica com nenhum deles”, disse Lopes.
Quais estados são mais de direita
A pesquisa mostra que Rondônia, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso têm mais eleitores de direita na comparação com outros estados. Rondônia lidera a recorrência de eleitores de direita, com 41%; seguida por Santa Catarina, com 37%. Paraná e Mato Grosso ocupam a terceira posição, com 36%.
Quais estados são mais de esquerda
Já Pernambuco e Rio Grande do Norte lideram o ranking de eleitores que se consideram de esquerda, ambos com 18%, seguidos pelo Ceará, com 17%. Bahia, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Rio de Janeiro e São Paulo ocupam o terceiro lugar, com 16%. A média nacional é de 15%.
O Instituto DataSenado e a Nexus entrevistaram 21.808 pessoas, por telefone, entre 5 e 28 de junho, em todas as 27 unidades da Federação. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro média nas respostas para dados nacionais é de 1,22 ponto porcentual.
Com informações de Gazeta do Povo


