Empresária acusada de fraude no SUS deixa prisão após crises convulsivas

06 de Outubro 2026 - 12h19
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A empresária Rossana Paroschi Jafar deixou a prisão após o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) converter a prisão preventiva em domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica. A decisão considerou duas crises convulsivas sofridas pela investigada.

A medida foi determinada pela juíza Eucelia Moreira Cassal, da 3ª Vara Criminal de Campo Grande, e publicada nesta terça-feira (6).

Rossana foi presa em julho durante uma operação do Gaeco, que investiga supostas fraudes em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro.

Segundo o Ministério Público, o grupo investigado utilizava a regulação de vagas para exames, cirurgias e leitos do SUS para pressionar pelo menos 12 prefeituras a comprarem livros paradidáticos da editora Avante, pertencente à família Jafar.

As investigações apontam que a suposta exclusividade editorial teria sido usada para viabilizar a contratação direta dos livros, sem licitação, com recursos públicos.

Na decisão, a juíza afirmou que a prisão domiciliar busca garantir o tratamento médico adequado à investigada sem comprometer o andamento das investigações. A defesa de Rossana não havia sido localizada para comentar o caso.