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Ex-assessora de Arthur Lira (PP-AL), Mariângela Fialek, a Tuca, é apontada pela Polícia Federal como operadora do esquema de desvio de emendas do Orçamento Secreto. Segundo a PF, nenhuma decisão sobre o uso irregular dos recursos era tomada sem o aval dela.
A operação Transparência, deflagrada nesta sexta (12/12) e autorizada pelo ministro Flávio Dino, cumpriu dois mandados de busca e apreensão em investigação por peculato, falsidade ideológica e corrupção. Lira não foi alvo.
Na época do esquema, Tuca atuava na presidência da Câmara, comandada por Lira, e era responsável por tratar de todas as emendas — impositivas, extras e de comissão. Deputados disseram à PF que ela tinha “leitura geral” da Casa e agia em nome de Lira, beneficiando principalmente municípios de Alagoas.
A PF afirma que Tuca orientava comissões, enviava minutas e planilhas e mantinha comunicação informal por mensagens. Mesmo após a troca na presidência da Câmara, ela continuou na função. Dino registrou que ela assumiu o cargo por determinação direta de Lira, sem anuência do presidente da comissão.
A investigação aponta que Tuca controlava rigidamente a distribuição dos recursos, com destinações feitas de forma informal e mudanças anotadas até em folha manuscrita — o que ela chamou de “conta de padaria”.
O esquema passava pela Codevasf, onde Tuca era conselheira fiscal, reforçando indícios de sua atuação na manipulação das emendas.
Para a PGR, Tuca era peça central do esquema. O órgão afirma haver elementos significativos que indicam sua participação no desvio de emendas em benefício de uma possível organização criminosa voltada a crimes contra a administração pública e o sistema financeiro.
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