Fachin: ‘Não vou cruzar os braços. Doa a quem doer’

28 de Janeiro 2026 - 07h10
Créditos: Ton Molina/STF

Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Edson Fachin afirma que não irá ficar de “braços cruzados” na hipótese de ter que avaliar questionamentos sobre o caso do Banco Master, cuja investigação está sob a relatoria do ministro Dias Toffoli, alvo de pedidos de suspeição feitos por parlamentares. Apesar de evitar fazer qualquer antecipação sobre seu posicionamento, o magistrado afirma que pode agir — “doa a quem doer”.

“Como presidente do tribunal, não posso antecipar juízo sobre circunstâncias que eventualmente serão apreciadas pelo colegiado. Parte do que foi mencionado envolve atos não jurisdicionais. Mas uma coisa é certa: quando for necessário atuar, eu não vou cruzar os braços. Doa a quem doer.”.

Impeachment

O senador Alessandro Vieira não poupou críticas ao STF e colocou o impeachment de ministros na mesa. Relator da CPI do Crime Organizado, ele afirmou que há “problemas na conduta” de magistrados no caso do Banco Master, citando Alexandre de Moraes e Dias Toffoli como alvos de questionamentos sobre contratos, valores e relações que precisam ser esclarecidos.

Em entrevista a revista Veja, Vieira deixou claro que o Judiciário deve prestar explicações como qualquer outro poder. Segundo ele, não pode existir autoridades blindadas.

Tribuna do Norte