Créditos: Peter Dazeley/Getty Images
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou dois falsos médicos suspeitos de causar a morte de dois pacientes em um hospital na zona leste da capital. Segundo a acusação, a dupla assumiu o risco de morte ao realizar procedimentos sem habilitação e deixar de adotar medidas necessárias durante os atendimentos.
De acordo com o MPSP, os homens usavam identidades de médicos registrados, se apresentavam como profissionais habilitados e atendiam pacientes mediante pagamento para realizar diagnósticos e prescrever tratamentos.
O primeiro caso ocorreu em abril de 2024. Um paciente idoso chegou ao hospital com confusão mental, fraqueza, dificuldade para caminhar, hipotensão e perda de força. A dupla participou do atendimento, mas não teria adotado as medidas adequadas. O quadro piorou e o paciente morreu na UTI. Segundo laudo do Instituto Médico-Legal (IML), a atuação dos falsos médicos contribuiu para o óbito.
Em outubro do mesmo ano, uma paciente chegou ao hospital com insuficiência respiratória, baixa saturação, cianose e falta de ar. Um dos denunciados se apresentou como médico plantonista, mas teria demorado a adotar os procedimentos necessários e não realizado exames básicos. A paciente sofreu uma parada cardiorrespiratória e morreu.
A denúncia afirma que os acusados aumentaram consideravelmente o risco de um evento fatal e que o objetivo era receber pelos serviços como se fossem médicos.
Os dois foram denunciados por homicídio qualificado por motivo torpe, com dolo eventual, pela morte do paciente idoso. O segundo também responde pelo mesmo crime pela morte da outra paciente.
Outros crimes relacionados à atuação da dupla, como exercício ilegal da medicina, falsa identidade, uso de documento falso, falsidade ideológica, estelionato, organização criminosa e lavagem de dinheiro, são investigados em outro processo.


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