Créditos: Reprodução TV Globo
Uma família de missionários se tornou alvo de investigação da Polícia Civil. Imagens, vídeos e mensagens apontam que Rhavenna Barcelos de Almeida e seus pais, os pastores Nivaldo de Almeida e Orminda de Almeida usavam a permissão de acesso a presídios para criar um elo com membros da facção criminosa Comando Vermelho, em Mato Grosso. As práticas criminosas envolviam movimentação de recursos, contato entre os membro do grupo e fortalecimento do vínculo com criminosos.
Segundo a delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), os missionários tinha a autorização do Governo do Estado para exercer assistência religiosa nas unidades prisionais. Uma denúncia deflagrou as investigações.
De acordo com as investigações, os missionários aproveitavam o trânsito nas unidades para se aproximarem de lideranças da facção que estão presas na Penitenciária Central do Estado, em Cuiabá. Eles se disponibilizaram a emprestar contas bancárias para movimentar o dinheiro do crime, entregar recados e também a ocultar recursos gerados pelo tráfico de drogas.
Materiais obtidos com autorização judicial incluem mensagens, fotos, vídeos e áudios que mostram a relação de proximidade entre Rhavenna Barcelos de Almeida e os integrantes da organização criminosa. Ela é vista exibindo armas, dinheiro, joias e veículos de luxo.
A investigação também aponta que Rhavenna Barcelos de Almeida manteve conexão amorosa com Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como Batman. Ele foi autorizado a cumprir pena no regime semiaberto mas rompeu a tornozeleira e fugiu para o Rio de Janeiro em 2024. Batman tinha contato frequente com ela. Os dois falavam sobre operações policiais realizadas no Complexo do Alemão e compartilhavam localizações.
Com informações de Tribuna do Norte


