Farmácia popular: empresas usam nomes de mortos para fraudar vendas

06 de Agosto 2025 - 15h33
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Sócios de farmácias da Grande Vitória (ES) foram alvos de uma operação da Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (6), suspeitos de fraudar o Programa Farmácia Popular, do Governo Federal.

Segundo as investigações, os estabelecimentos simulavam a venda de medicamentos subsidiados, usando nomes de pessoas aleatórias — inclusive falecidas ou de outros estados — e receituários médicos falsificados para justificar a retirada dos recursos públicos, sem que os remédios fossem entregues aos supostos beneficiários.

O prejuízo estimado ultrapassa R$ 5,6 milhões. A Justiça Federal determinou o bloqueio desse valor nas contas dos envolvidos. Durante a ação, foram apreendidos blocos de receitas e carimbos médicos falsos nas farmácias.

Os suspeitos podem responder por associação criminosa, estelionato contra a União, falsificação de documentos, falsidade ideológica e uso de documento falso.

O Programa Farmácia Popular complementa o acesso a medicamentos da Atenção Primária à Saúde por meio de parcerias com farmácias da rede privada.