Créditos: Cristina Arias/Cover/Getty Images
Cinco trabalhadores foram resgatados em situação análoga à escravidão em uma fazenda de Mato Grosso do Sul ligada a Carlos Manoel da Silva Antunes, um dos sócios do grupo que reúne marcas como Via Veneto, Brooksfield e Harry’s. A operação ocorreu em agosto, em uma propriedade da empresa do empresário.
Dois funcionários da fazenda, localizada em Brasilândia (MS), foram presos por redução à condição análoga à escravidão e frustração de direitos trabalhistas. Segundo o inquérito, os trabalhadores foram recrutados em outras cidades, viviam em condições precárias — alojados em curral de cavalos e depósito sem higiene —, trabalhavam das 6h às 16h, de segunda a sábado, e eram obrigados a comprar produtos da própria fazenda.
O caso reacende denúncias contra o grupo: em 2016, o Ministério do Trabalho apontou uso de mão de obra escrava pela Brooksfield Donna em uma fábrica na zona leste de São Paulo.
A situação se soma a outros escândalos no setor da moda. Em 2024, investigação na Itália revelou práticas abusivas em fornecedores de marcas de luxo como Dior e Armani, com trabalhadores — muitos imigrantes ilegais — recebendo entre US$ 2 e US$ 3 por hora, levantando questionamentos sobre a fiscalização das cadeias produtivas.
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