Filha de 7 anos fez marcas no pescoço de PM morta, diz tenente-coronel

12 de Março 2026 - 17h42
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O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, afirmou que as marcas no pescoço e no rosto da policial militar Gisele Alves Santana, encontradas no laudo necroscópico, podem ter sido feitas pela filha dela, de apenas 7 anos. Segundo ele, a menina costumava segurar no pescoço da mãe quando era carregada no colo.

“Ela botava as perninhas entrelaçadas e segurava as mãos no pescoço. O laudo diz que tinha marcas de unha. Eu não tenho unha, eu roo”, disse em entrevista à Record TV.

A declaração foi dada ao comentar o caso da morte de Gisele, encontrada com um tiro na cabeça dentro do apartamento onde morava com o oficial, no bairro do Brás, em São Paulo. Neto negou qualquer envolvimento e reafirmou a versão de que a esposa tirou a própria vida.

Versão do tenente-coronel

O policial disse que estava tomando banho quando ouviu o disparo. Ao sair do banheiro, encontrou a esposa caída no chão e acionou o socorro. Segundo ele, não prestou os primeiros socorros por não ter equipamentos necessários no momento.

Durante o atendimento, afirmou ter passado mal e que sua pressão chegou a 20 por 18. Ele diz ter tomado medicamentos e recebido orientação de que poderia sofrer um AVC ou infarto. Em meio à situação, contou que tomou um segundo banho por causa do abalo emocional.

Pontos questionados na investigação

A investigação também analisa inconsistências no relato do oficial. Testemunhas afirmaram que o banheiro e o chão do apartamento estavam secos, embora Neto diga que estava no banho e que deixou o chuveiro ligado.

Outro ponto investigado são as marcas no pescoço da vítima, inicialmente analisadas como possíveis sinais de estrangulamento.

Limpeza do apartamento

O tenente-coronel também negou ter enviado policiais militares para limpar o apartamento após a morte da esposa. Segundo ele, três agentes foram ao local por determinação de um comandante, depois que o imóvel já havia sido liberado.

Uma testemunha, inspetora do condomínio, relatou que três policiais foram ao apartamento no mesmo dia para realizar limpeza e que o oficial retornou ao local para buscar pertences antes de seguir para São José dos Campos, no interior paulista.

Ela também afirmou que, após o atendimento inicial, o coronel permaneceu no corredor do prédio falando ao telefone e, ao saber que a vítima ainda estava viva, teria dito que “ela não vai sobreviver”.