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A Fundação Perseu Abramo (FPA), ligada ao PT, promoveu em 2025 um curso de extensão que contou como professor Paulo Gala, então economista-chefe do Banco Master — hoje alvo de investigações por suspeita de fraude bilionária. A informação foi revelada pela Folha. A iniciativa, em parceria com a Unicamp, foi voltada a filiados do partido, militantes e servidores públicos.
Gala deixou o Banco Master em julho de 2025, durante as negociações de venda ao BRB, antes de as denúncias virem a público. A aula ocorreu em setembro. Atualmente professor da FGV-SP, o economista mantém interlocução com quadros da esquerda e é citado em trabalho acadêmico do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
O episódio contrasta com a linha recente do PT, que passou a usar o caso Master como símbolo de críticas ao mercado financeiro. O escândalo também atinge o governo Lula por relações do banco com figuras como Ricardo Lewandowski e Guido Mantega, além da indicação do escritório da família Lewandowski por Jaques Wagner, confirmada pela assessoria do senador.

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