Homem que matou colega por causa de lote grilou terras da própria mãe

13 de Dezembro 2025 - 08h03
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Condenado pelo assassinato de Hernando Antônio da Silva, de 36 anos, Walfredo Romano Alves Junior, de 52, também recebeu pena de três anos de prisão em regime fechado por estelionato, após vender dois lotes no Arapoanga (DF) com assinaturas falsificadas da própria mãe, entre 2011 e 2012. A condenação foi proferida em outubro de 2024, quando ele já estava preso preventivamente por homicídio.

Segundo a Justiça do Distrito Federal, Walfredo vendeu os terrenos por R$ 33 mil e R$ 44 mil sem o conhecimento ou autorização da mãe, que negou ter doado os imóveis. Ele se passava como proprietário legítimo, apesar de não apresentar documentação. As vítimas não sabiam da falsificação e tiveram prejuízos de R$ 10 mil e R$ 20 mil. O caso transitou em julgado, sem possibilidade de recurso, e não houve indenização por falta de comprovação dos pagamentos no processo.

Além da pena por estelionato, Walfredo foi condenado a 17 anos de prisão pelo homicídio cometido em fevereiro de 2024, também no Arapoanga. De acordo com a investigação, ele matou Hernando com um disparo de espingarda calibre 12 durante uma discussão. O réu alegou que o tiro foi acidental e que agiu em legítima defesa, versões rejeitadas pela Justiça.

Walfredo também possui condenação anterior por porte ilegal de armas. Em 2023, foi preso após ameaçar pessoas em uma distribuidora com uma espingarda calibre 12 e uma pistola 9 mm sem registro. Ele alegou ser CAC, mas não comprovou a condição. Foi condenado a dois anos de prisão em regime aberto, com apreensão das armas.

A defesa de Walfredo não foi localizada. O espaço segue aberto para manifestação.