Lula diz a lideranças do PDT não se opor a reduzir penas do 8/1 e cita Bolsonaro

21 de Setembro 2025 - 13h37
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O presidente Lula afirmou nesta quarta-feira (17/9), em almoço com lideranças do PDT, que não se opõe à redução das penas dos condenados pelo 8 de Janeiro. Segundo fontes presentes, o petista chegou a citar o nome de Jair Bolsonaro: “Se ele ficar dois, três anos preso, já está bom”.

Lula lembrou os 580 dias que passou preso em Curitiba, classificando o período como uma “eternidade”. A fala deve influenciar nas articulações do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que trabalha para barrar a anistia ampla e propor apenas a redução das penas.

O encontro ocorreu no Palácio da Alvorada, fora da agenda oficial, e reuniu nomes como Carlos Lupi, presidente do PDT, os deputados Mário Heringer (MG) e André Figueiredo (CE), além da senadora Leila Barros (DF).

No almoço, Lula também reclamou da aprovação da PEC da Blindagem com votos da maioria da bancada pedetista e disse esperar apoio da sigla em 2026, caso não haja candidatura própria. Pedetistas, por sua vez, cobraram maior espaço no governo.

Entre as propostas em debate no Congresso, uma das versões reduziria a pena de Bolsonaro de 27 anos para algo entre 6 e 8 anos.

O Palácio do Planalto não respondeu aos questionamentos sobre o tema.