Lula diz que vai “dar uma surra” na extrema direita na eleição em 2026

19 de Dezembro 2025 - 16h45
Créditos: Reprodução/CanalGov

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (19) que pretende “dar uma surra” na extrema direita nas eleições de 2026. Ele também responsabilizou o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por grande parte das cerca de 700 mil mortes na pandemia, citando negacionismo e falta de respeito às medidas de saúde.

A declaração ocorreu durante o tradicional Natal dos catadores de recicláveis, no Anhembi, em São Paulo. Lula disse que ainda não pensa em 2026 porque está governando, mas mandou recado aos adversários:
“Quando quiserem, venham. Porque vamos dar uma surra em quem achar que a extrema direita vai voltar a governar este país.”

Ele atacou o negacionismo, dizendo que o país “não pode permitir que a extrema direita fascista e negacionista, responsável pela morte de mais de 700 mil pessoas por não acreditar em vacina, não comprar vacina e não comprar oxigênio, volte a governar com mentira pela internet”.

O evento contou com a presença de Guilherme Boulos, Fernando Haddad, Alexandre Padilha e outras autoridades. Lula chegou por volta das 10h, visitou estandes, reuniu-se com representantes de catadores e pessoas em situação de rua e, no discurso, adotou tom eleitoral.

Ele citou a tentativa de golpe e a condenação de Bolsonaro a 27 anos de prisão pelo STF:
“Pela primeira vez, temos um presidente preso por tentativa de golpe e quatro generais de quatro estrelas presos por tentativa de golpe.”

Lula ainda confirmou que vai vetar o PL da Dosimetria, que previa redução de penas de envolvidos nos atos de 8 de janeiro.
Segundo ele, quem defende anistia precisa “aprender a respeitar”:
“Eu perdi três eleições. Voltava para casa e me preparava. Nunca tentamos golpe. Na democracia, vence quem tem mais voto e toma posse.”