Créditos: Ricardo St
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou assessores do MRE (Ministério das Relações Exteriores) para conversar a respeito da escalada de tensões na Venezuela depois que o presidente do país, Nicolás Maduro (Partido Socialista Unido da Venezuela) desautorizou a custódia do Brasil sobre a embaixada da Argentina em Caracas.
Lula esteve com a secretária-geral do Itamaraty, embaixadora Maria Laura da Rocha, e o assessor Audo Faleiro, nº 2 do assessor especial para assuntos internacionais do petista, Celso Amorim –ele está em agenda internacional na Rússia, em reunião dos altos representantes responsáveis pela segurança dos países do Brics.
O Planalto informou que o Brasil mantém a nota divulgada pelo Itamaraty, na qual afirma que o governo recebeu “com surpresa” o comunicado da Venezuela de revogar o consentimento para que o Brasil projeta os interesses da Argentina.
O Brasil assumiu a representação da sede diplomática argentina em 1º de agosto depois que o governo venezuelano determinou a expulsão do corpo diplomático do país liderado por Javier Milei (La Libertad Avanza, direita) e outras 6 nações da América Latina.
A medida se deu porque os governos contestaram a legitimidade da reeleição de Maduro nas eleições de 28 de julho. O corpo diplomático e os militares argentinos deixaram a Venezuela atendendo à notificação enviada.
O papel brasileiro na embaixada argentina é de, principalmente, custodiar as instalações e os arquivos. O país também se tornou responsável por assegurar a proteção de 6 integrantes da oposição ao regime chavistas, que estão abrigados na embaixada em Caracas.
Fonte: Poder 360

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