Créditos: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) silenciou, nesta quinta-feira (5), sobre as acusações de assédio sexual contra o ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida. O petista discursou na abertura da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, mas leu a maior parte do discurso e não citou o tema.
Além do chefe de Estado, participaram do evento a primeira-dama Janja da Silva e os ministros Jader Filho (Cidades), Camilo Santana (Educação) e Margareth Menezes (Cultura).
As acusações contra Almeida são relatadas de maneira genérica em uma nota da Me Too Brasil. Ele é acusado de ter cometido assedio sexual contra várias pessoas, inclusive a sua colega de Esplanada, a titular da Igualdade Racial, Anielle Franco.
Almeida repudiou as acusações de assédio sexual contra ele. Em nota, afirmou que há um grupo querendo “apagar e diminuir” sua existência e que pediu uma investigação do caso ao Ministério da Justiça, à PGR (Procuradoria Geral da República) e à CGU (Controladoria-Geral da União).
O titular dos Direitos Humanos afirmou também que as “ilações”, segundo ele, só servem para lhe “prejudicar, apagar lutas e histórias, e bloquear o futuro”.
“Confesso que é muito triste viver tudo isso, dói na alma. Mais uma vez, há um grupo querendo apagar e diminuir as nossas existências, imputando a mim condutas que eles praticam. Com isso, perde o Brasil, perde a pauta de direitos humanos, perde a igualdade racial e perde o povo brasileiro”, declarou.
Com informações de Poder 360

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