Lula tem reunião com Moraes, Receita e PF após STF abrir inquérito sobre vazamento em caso Master

15 de Janeiro 2026 - 15h58
Créditos: Matheus Bonomi – Reuters

O presidente Lula (PT) se reuniu nesta quinta-feira (15) com autoridades ligadas às investigações do caso Banco Master e com o novo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, sob a justificativa de tratar do combate ao crime organizado.

O encontro reuniu, na mesma sala, o ministro do STF Alexandre de Moraes e o diretor da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, dias após Moraes determinar a abertura de investigação para apurar possíveis vazamentos de dados fiscais envolvendo sua família e o Banco Master.

Segundo Wellington, houve a formalização de um compromisso de atuação conjunta entre as instituições, mas o caso Master não foi o foco central da reunião. “O tema foi tratado como diretriz de Estado. Não se trata de um caso específico, mas do combate a organizações criminosas”, afirmou.

Também participaram os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Sidônio Palmeira (Secom), o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan.

A reunião ocorre em meio a discussões sobre a centralização das políticas de segurança pública, tema que já gerou atritos entre o governo federal e governadores durante o debate da PEC da Segurança. Wellington negou conflitos internos e afirmou que a cooperação respeitará a autonomia dos órgãos.

“O tamanho do problema exige uma conjugação de esforços dessa escala”, disse. O encontro não constava na agenda oficial do presidente e foi incluído posteriormente. Segundo o ministro, a integração busca tornar mais eficaz o combate ao crime organizado, com atuação coordenada entre Receita, Polícia Federal, Ministério Público e Judiciário.

Ainda nesta quinta, Wellington deve se reunir com secretários para discutir a ampliação da cooperação com estados. “Não há como falar em integração real sem envolver quem está na linha de frente”, concluiu.