Mansão de luxo vira alvo de disputa de R$ 2 milhões e chega ao “tribunal do crime” do PCC

21 de julho 2026 - 14h55
Créditos: Reprodução

Uma mansão de luxo na Riviera de São Lourenço, em Bertioga (SP), teria sido o centro de uma disputa de R$ 2 milhões submetida ao chamado “tribunal do crime” do Primeiro Comando da Capital (PCC). O caso integra as investigações da Operação Janus, deflagrada nesta terça-feira (21/7) contra operadores financeiros ligados à facção.

Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), o empresário Cléber Azevedo dos Santos, apontado como vendedor do imóvel, e Marcelo de Morais Oliveira, identificado como comprador, entraram em conflito sobre o pagamento da negociação. A partir de mensagens encontradas em celulares apreendidos, o Gaeco concluiu que a disputa deixou de ser apenas comercial e passou a ser tratada por integrantes do PCC.

As investigações apontam que, em 2023, os empresários participaram de reuniões com membros da facção para tentar resolver o impasse. Sem acordo, o caso teria sido encaminhado ao chamado “tribunal do crime”. Os investigadores também encontraram um grupo de WhatsApp relacionado à mansão e uma gravação que seria de uma dessas reuniões.

Ao todo, nove pessoas envolvidas na disputa tiveram a prisão preventiva decretada. A Operação Janus investiga ainda um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC e determinou o bloqueio de bens e valores de até R$ 10 milhões por investigado.

O documento da operação cita ainda nomes de comandantes e diretores da Polícia Militar, mas eles não foram alvos das medidas judiciais.