Créditos: Agência Marinha
A Marinha do Brasil enfrenta um esvaziamento sem precedentes. Em apenas sete meses de 2025, 642 militares pediram baixa - um número que revela o colapso nas Forças Armadas. Desses, 308 são da Armada e 334 do Corpo de Fuzileiros Navais. Não se trata mais de exceção, trata-se de uma evasão em massa, um êxodo institucional.
Enquanto autoridades fingem normalidade, os quartéis estão perdendo seus combatentes. Jovens da chamada Geração Z, que deveriam ser o sangue novo da defesa nacional, estão desistindo. O motivo é claro: desilusão com a estrutura, desprestígio da carreira militar e perda de sentido da missão nacional.
As Forças Armadas são a última linha de defesa de uma nação. A evasão é o grito silencioso de quem não acredita mais na hierarquia, nos salários, nas condições de trabalho e, principalmente, nos rumos do país.
O que antes era sinônimo de estabilidade e honra, hoje virou um fardo. Quartéis sucateados, comida de baixa qualidade, alojamentos precários e missões sem propósito. Some-se a isso um cenário político em que militares são instrumentalizados ou demonizados - e o resultado é um desânimo corrosivo que mina a tropa por dentro.
A cúpula finge que está tudo sob controle, mas os números falam por si, 642 baixas até julho é uma estatística de guerra - só que a guerra é contra a própria estrutura militar.
Karinamichelin.com


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