Créditos: Ricardo Stuckert/PR
Medidas adotadas pelo governo no terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva devem retirar cerca de R$ 60,8 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em três anos, gerando alerta entre técnicos sobre possível redução de investimentos em habitação, saneamento e mobilidade urbana.
Entre as ações está uma medida provisória que abriu linha de crédito para Santas Casas e entidades de atendimento a pessoas com deficiência, com previsão de R$ 40 bilhões entre 2026 e 2030. Outra autorizou o saque residual para trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário, elevando o impacto para R$ 8,6 bilhões. Somadas a liberações anteriores, as medidas aumentam a pressão sobre o caixa do fundo.
Integrantes do Conselho Curador afirmam que decisões têm sido tomadas sem debate prévio, ampliando a preocupação com a sustentabilidade financeira. Especialistas divergem: críticos defendem prioridade para habitação popular, como o programa Minha Casa, Minha Vida, enquanto o governo afirma que não há risco e que os indicadores seguem estáveis, embora admita redução em aplicações em títulos públicos.
Nos bastidores, o desafio é equilibrar o uso social dos recursos com a função original do FGTS: poupança do trabalhador e financiamento de políticas estruturantes, sem comprometer investimentos futuros.

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